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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Agência Brasil - Menos protecionismo e mais apoio às exportações são consenso entre empresários do Ceal - Direito Internacional

 
16 de Abril de 2009 - 19h22 - Última modificação em 16 de Abril de 2009 - 19h22


Menos protecionismo e mais apoio às exportações são consenso entre empresários do Ceal

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O apoio às exportações, por meio da concessão de mais financiamento, e a luta contra o protecionismo para combater a crise externa são consenso entre os países que integram o Conselho Empresarial da América Latina (Ceal), disse à Agência Brasil o presidente do diretório da entidade no Brasil, ex-ministro Marcus Vinicius Pratini de Moraes.

Pratini afirmou que os países vão se empenhar pela redução do protecionismo, “sobretudo no que se refere às restrições de acesso a mercado”. Citou, como exemplo, as restrições do Chile e da Europa para a importação de carne. O presidente do Ceal disse que as restrições afetam, além da carne, produtos exportados pela América do Sul, como frutas e flores.

“Há um certo consenso em torno da idéia de que, para vencer a crise financeira, um instrumento importantíssimo é o desenvolvimento do comércio internacional. Por isso, são precisos mecanismos para financiá-lo e, o segundo ponto é que é preciso assegurar acesso a mercados, combatendo o protecionismo”, disse.

Hoje (16), 70 empresários dos 18 países da Ceal participaram da primeira reunião do diretório brasileiro, nesta capital.

Os empresários estiveram na Petrobras e, depois, com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, que apresentou as linhas de financiamento da instituição e sua atuação na América Latina, onde apóia projetos de integração de países da região. Segundo Pratini, o presidente do BNDES manifestou que a instituição está aberta para fazer operações “cruzando fronteiras”, ou seja, em países da região.

De acordo com o presidente do Ceal/Brasil, os empresários ficaram interessados nas condições de empréstimo do BNDES e convidaram Coutinho a fazer uma apresentação, em breve, na América Central, sobre o processo de internacionalização das operações da instituição, “que é um estímulo para a maior integração da América Latina”. Os empresários falaram também da importância do BNDES ampliar os financiamentos à exportação de empresas nacionais e latinas, “sobretudo porque o sistema privado está muito aquém de atender às necessidades”, informou Pratini.

O grupo do Ceal visitou ainda o empresário Eike Batista, dono do grupo EBX. Amanhã (17), os empresários realizam a reunião anual do Conselho. A idéia é traçar estratégias nas áreas do agronegócio, automotiva, telecomunicações e alimentícia, entre outras, com objetivo de aumentar a economia dos países-membros do grupo no enfrentamento da crise internacional.

O encontro contará com a presença dos presidentes internacional do Ceal, Jorge Zablah; da Fiat da Argentina, Cristiano Rattazzi; e do conselho administrativo da Sadia, ex-ministro Luiz Fernando Furlan.





 


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