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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Agência Brasil - Polícia Civil prende novamente acusado de mandar matar Dorothy Stang - Direito Público

 
9 de Abril de 2009 - 17h59 - Última modificação em 9 de Abril de 2009 - 19h11


Polícia Civil prende novamente acusado de mandar matar Dorothy Stang

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Uma equipe da Polícia Civil do Pará prendeu na madrugada de hoje (9), o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, acusado de mandar matar, em 2005, a missionária norte-americana Dorothy Stang.

Conhecido como Bida, o fazendeiro se entregou aos policiais em uma de suas propriedades, a fazenda Santa Cecília, localizada em Pacajá (município do sudoeste paraense), quando lhe foi apresentada a ordem judicial de prisão, assinada pela desembargadora Vânia Lúcia Silveira, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do estado. O acusado está detido no Centro de Recuperação Regional de Altamira.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado, a prisão de Bida foi negociada com seus familiares. Ele não reagiu ao mandado de prisão e agora encontra-se à disposição da Justiça. No momento da abordagem policial, ele teria apenas pedido para se despedir da família e pegar alguns objetos de uso pessoal.

A prisão é resultado da decisão tomada na última terça-feira (7) pelo Tribunal de Justiça do Pará, de cassar a decisão do Tribunal do Júri a respeito da absolvição de Bida no caso Dorothy Stang e submetê-lo a outro julgamento. Ele havia sido considerado inocente de ser o mandante do assassinato em maio de 2008. O Tribunal de Justiça também definiu que Rayfran das Neves, o Fogoió, acusado de ser o executor do assassinato, também terá o julgamento anulado e será submetido a novo.

Esta não é a primeira vez que o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura é preso. Em maio de 2007 ele foi condenado a 30 anos de reclusão em regime fechado. Um ano depois, ao ser submetido a novo julgamento, Bida foi absolvido, porque o acusado de matar a missionária, Rayfran das Neves Sales, inocentou o fazendeiro de ter sido o mandante do crime.

O assassinato de Dorothy Stang é considerado um marco da disputa fundiária no país, porque a missionária atuava há vários anos na busca de soluções para conflitos relacionados à posse e à exploração da terra na região. Ela morreu no dia 12 de fevereiro de 2005, depois de ser baleada com seis tiros em uma estrada de terra de Anapu, que fica a 300 quilômetros de Belém. Dorothy Stang morava na região havia 20 anos e participava ativamente dos trabalhos da Comissão Pastoral da Terra e convivia diretamente com lideranças camponesas, políticas e religiosas.



 


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