15 de Abril de 2009 - 21h52 - Última modificação em 15 de Abril de 2009 - 21h55
Presidente da CNI diz que redução do superávit é maior do que se imaginava
Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), disse hoje (15) que a redução do superávit primário, anunciada pelo governo para 2009, de 3,8% para 2,5%, foi maior do que se imaginava. “A redução já era esperada. Sabe-se que a arrecadação está caindo e que, no ano de dificuldades como esse, o governo precisa aplicar mais no investimento”.
De acordo com o deputado, é preciso ter cuidado para que essa redução no superávit não afete a relação dívida/PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas pelo país). “O Brasil vinha reduzindo a relação dívida/PIB, porque nós gerávamos um superávit que permitia cobrir gastos correntes e ainda permitir uma redução da dívida líquida”.
“É fundamental que esse novo superávit assegure pelo menos a manutenção dessa relação para que ela não se deteriore. A manutenção dessa relação [dívida/PIB] é muito importante para a percepção de risco do país lá fora e para o custo das operações e de linhas de financiamentos que venham a ser oferecidas às empresas brasileiras e até aos entes federados”, afirmou o presidente da CNI.
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