5 de Maio de 2009 - 16h49 - Última modificação em 5 de Maio de 2009 - 16h49
Presidente da CNI diz que Brasil deveria desonerar exportações e investimentos
Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, disse hoje (5) que o processo de “queda livre” ao qual o país está submetido em decorrência da crise financeira internacional já foi interrompido e que há “sinais tênues” de recuperação da economia brasileira.
De acordo com Monteiro, o país ainda erra ao onerar as exportações e tributar os investimentos. “É pouco racional tributar um investimento que sequer produziu ainda. Isso nos coloca em uma situação de grande desvantagem na comparação com nossos concorrentes no exterior”, avaliou o presidente da CNI, ao participar de audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados dedicada ao exame e à avaliação da crise econômico-financeira.
Ele criticou o fato do Brasil ser um dos poucos países que ainda não desonerou as exportações e não reduziu a carga tributária incidente sobre investimentos. “Com isso, há uma forte queda na taxa de investimento no país, de 9,5%, visto que antes crescíamos num índice próximo ao dobro do crescimento do PIB [Produto Interno Bruto]”, completou.
Monteiro vê no atual cenário de crise “uma oportunidade para avançarmos na reforma tributária e para prepararmos uma agenda de competitividade, visando a propostas de curto prazo capazes de produzir melhora nesse ambiente já tão prejudicado”.
Para o presidente da CNI, o pior momento da crise já passou e a maior capacidade de investimento do país é um ponto bastante positivo para seu enfrentamento.
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