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terça-feira, 23 de junho de 2009

Agência Brasil - Cristovam Buarque denuncia em plenário tentativa de chantagem para intimidá-lo - Direito Público

 
22 de Junho de 2009 - 17h58 - Última modificação em 22 de Junho de 2009 - 20h31


Cristovam Buarque denuncia em plenário tentativa de chantagem para intimidá-lo

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse hoje (22) que foi alvo de chantagem para intimidá-lo. Segundo ele, na sexta-feira (19) foi distribuído na internet um e-mail apócrifo, que informava que sua esposa teria ocupado um cargo na liderança do PDT no Senado. Buarque foi um dos senadores responsáveis pela elaboração de um documento propondo uma reforma administrativa do Senado, na semana passada, que sugeria, entre outros pontos, a demissão de toda a diretoria atual do Senado.

O pedetista defendeu-se hoje dizendo que sua esposa nunca recebeu pelo Senado. “Quero dizer que, realmente, suspeito de que houve intenção, na sexta-feira da semana passada, de jogar suspeitas sobre mim desta vez”, disse Buarque. Ele explicou que sua esposa trabalha há 26 anos na Câmara dos Deputados e foi requisitada pelo senador Jefferson Péres, já falecido, para a liderança do PDT. No entanto, argumentou, quando ela soube que teria que receber uma gratificação para ir para o Senado, desistiu.

“Nesses seis anos [em que está no Senado], ela não deve ter ido cinco ou seis vezes a meu gabinete. Mas ela trabalha, há 26 anos e quatro meses, na Câmara dos Deputados. Durante esses 10 mil dias ela esteve para ficar à disposição da Liderança do PDT [no Senado]. Mas, ao saber que, para ficar ali, tinha mudado a regra nas relações Senado-Câmara, e seria preciso ocupar um cargo e ganhar uma gratificação, ela disse: estou de volta à Câmara antes de receber um único real do Senado”, explicou.

Buarque afirmou que o e-mail informava apenas o pedido de nomeação e não o de devolução da sua esposa à Câmara. Para ele, esse gesto tem que ser respondido de forma dura. “Quero dizer que esse tipo de coisa termina obrigando a gente a radicalizar, porque começa a dar a impressão de que quem não toma posições firmes tem 'rabo preso'. E quero dizer que não me sinto absolutamente com 'rabo preso' e, se houver, que seja dito e que seja punido igualzinho a qualquer outro que tenha também”, ressaltou.



Edição: Antonio Arrais  


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