3 de Junho de 2009 - 19h52 - Última modificação em 4 de Junho de 2009 - 07h32
Greenhalgh testemunha em defesa de Delúbio e diz que mensalão nunca existiu
Elaine Patricia Cruz e Bruno Bocchini
Repórteres da Agência Brasil
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São Paulo - Para o ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh, o suposto esquema de pagamento de propina a deputados para aprovar projetos do governo federal, conhecido como mensalão, nunca existiu. Disse hoje (3) ao deixar a sede da 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo, onde depôs como testemunha de defesa do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Delúbio Soares. Greenhalgh afirmou ainda que o fato de não ter sido eleito, na época, para a presidência da Câmara, reforça a sua argumentação.
“Não existiu o mensalão. Tenho certeza disso. Não houve nenhum tipo de iniciativa de recebimento de valores, pagamentos para aprovar. A demonstração disso é a minha não-eleição para a presidência da Câmara. Se tivesse mensalão, talvez o resultado seria outro”, afirmou. Greenhalg perdeu a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, em 2005, para o então deputado federal Severino Cavalcanti.
O advogado de Delúbio, Celso Vilardi, disse ter solicitado o depoimento de Greenhalgh como testemunha de defesa para que ele testemunhasse sobre o período em que presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara dos Deputados.
“Queríamos saber se tinha havido algum tipo de proposta de algum deputado em relação a questão da corrupção, e o ex-deputado [Greenhalgh] disse que nunca houve nenhuma história de corrupção na Câmara nesse período”, disse o advogado.
Greenhalgh informou que, durante o depoimento, falou sobre a tramitação das reformas tributária e da Previdência, que ocorreram no período em que presidiu a CCJ. Segundo ele, em nenhuma delas notou a possibilidade de que parlamentares tivessem recebido propinas para a votação das reformas.
“Foram duas reformas feitas. Teve audiências públicas. As sessões eram transmitidas, televisionadas em tempo real. Acho muito impossível que tenha tido esse tipo de coisa”, afirmou.
Os depoimentos de testemunhas de defesa do caso mensalão prosseguem amanhã (4) na Justiça Federal em São Paulo. A previsão é de que sejam ouvidos o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Eles foram arrolados como testemunhas de defesa do ex-deputado federal Roberto Jefferson, que denunciou o esquema do mensalão.
Edição: Aécio Amado![]()
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