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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Agência Brasil - Greve de trabalhadores da Embrapa não tem data para acabar - Direito Público

 
5 de Junho de 2009 - 18h48 - Última modificação em 5 de Junho de 2009 - 18h48


Greve de trabalhadores da Embrapa não tem data para acabar

Da Agência Brasil


 
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Brasília - A greve nacional dos empregados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que já dura quatro dias, ainda não tem data para acabar. Até o momento, nenhum acordo foi firmado entre a empresa e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf).

Ontem (4), a negociação entre as diretorias da Embrapa e da Sinpaf foram adiadas. A previsão é de que uma nova reunião ocorra na próxima terça-feira (9).

Para o presidente do sindicato, Valter Endres, a diretoria da empresa não quer negociar com os grevistas. “A empresa só recebeu os trabalhadores por causa da pressão do movimento”, disse.

Segundo ele, a Sinpaf entregou a pauta de reivindicações à Embrapa no dia 14 de abril, entretanto, até hoje não houve acordo. A categoria reivindica reajustes salariais, isonomia de benefícios e ampliação do quadro de trabalhadores. “A greve não está estabelecida apenas economicamente, mas também politicamente. São cláusulas sociais”, afirmou.

O chefe da assessoria jurídica da Embrapa, Antônio Nilson, acredita que a greve dos trabalhadores é precipitada. Ele afirmou que a empresa continua negociando com grevistas. “Na pauta de reivindicações do sindicato, que tem 66 cláusulas, 30 já foram acordadas, algo em torno de 20 estão pré acordadas”, afirmou Nilson.

De acordo com o sindicato, o principal motivo para suspensão das atividades foi a mudança no cálculo do adicional de insalubridade. Até o ano passado, o adicional era pago com base no salário da categoria. Entretanto, a Embrapa alega que, com o fim do acordo coletivo, o valor passou a ser calculado em cima do salário mínimo, como determina a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

“Naquele momento a empresa tinha condições de agir daquela forma, nós mantivemos porque o acordo teve vigência até o dia 30 de abril. A partir de então, nós estamos obedecendo o que diz a legislação”, disse o assessor jurídico da empresa.

O presidente do sindicato estima que cerca de 80% dos 8.617 trabalhadores da Embrapa aderiram à greve. Segundo ele, hoje (5) os trabalhadores promoveram piquetes em várias unidades, seguindo a orientação da diretoria nacional do Sinpaf. “A tendência é a intensificação e a radicalização do movimento grevista”, disse.

De acordo com Nilson, entretanto, apenas 29% dos empregados da empresa estão em greve. “Hoje eu tenho o número oficial, 2.477 trabalhadores (29%) aderiram à greve. Isso é um levantamento do departamento de recursos humanos.”

“Nós esperamos que o bom senso do sindicato prevaleça e essa ameaça [de radicalização] não se concretize. A Embrapa prima pelo diálogo. Essa greve é ilegal porque as negociações estão em andamento”, afirmou Nilson.



Edição: Lílian Beraldo  


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