3 de Junho de 2009 - 18h00 - Última modificação em 3 de Junho de 2009 - 18h00
Para Meirelles, não se justifica retomar agora IOF sobre investimento estrangeiro em renda fixa
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou hoje (3) que “não se justifica no momento” a retomada da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos investimentos estrangeiros em renda fixa. Segundo Meirelles, o fluxo cambial (saldo da entrada e saída de dólares do país) positivo “mostra que a grande entrada de capitais” é principalmente para investimento estrangeiro direto, máquinas e equipamentos e ações da Bolsa de Valores.
Meirelles disse ainda que o fato de o Brasil ter reservas internacionais, “equilibra o fluxo de saída” de recursos do país.
Segundo ele, quando a crise se agravou, foi necessário vender dólares porque “houve um grande volume de saída de capital do país naquele momento”, as linhas de crédito de empresas no exterior não estavam sendo renovadas e houve repatriação de capital no exterior. “O Banco Central tinha reservas suficientes para vendar dólares e evitar uma crise.”
Outra vantagem apontada por Meirelles é que o Brasil é um dos poucos países que já estão com um volume de reservas internacional superior ao que tinham “na entrada da crise financeira internacional”. Conforme os dados apresentados por Meirelles, ao final de agosto do ano passado, as reservas internacionais somavam US$ 205,1 bilhões e, no último dia 1°, chegaram a US$ 205,4 bilhões.
Meirelles também comentou que a proposta de criação de um banco para as exportações brasileiras “está na direção certa”. De acordo com ele, trata-se de um “estudo válido”, mas é preciso analisar custos e benefícios relacionados a aspectos fiscais e de rentabilidade para o país. “A maior parte dos países tem bancos de financiamento ou de seguro de crédito de exportações. É absolutamente adequado que o Brasil estude isso”.
Edição: Nádia Franco![]()
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