10 de Junho de 2009 - 20h25 - Última modificação em 10 de Junho de 2009 - 20h25
Stephanes acredita que não haverá necessidade de importar trigo este ano
Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil
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Marcello Casal Jr./ABrBrasília - Ao contrário do que afirmam os moinhos brasileiros, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje (10) que o volume de trigo estocado no país é suficiente para suprir as necessidades da população até o início do plantio e que "não haverá necessidade de importar este ano".
Brasília - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, conversa com jornalistas depois de chegar de missão na Rússia
"Temos trigo em estoque para pelo menos de 90 a 120 dias. É importante citar que, dentro de 90, dias começa a nossa colheita, ou seja, temos trigo suficiente para atender as nossas necessidades até seu início”, disse Stephanes na primeira entrevista concedida depois de voltar de uma missão de uma semana na Rússia.
Segundo ele, com a produção que chegará, não deve haver necessidade de importar o cereal este ano.
A partir do início da colheita, o ministro considera que deve ser avaliada qual será a produção argentina, para então decidir se, e em que quantidade, o Brasil precisará importar de outros países. Representantes da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), que descordam dos números nos quais o ministro se baseia para fazer a afirmação, já foram chamados para uma conversa.
A discussão em torno da necessidade ou de cpmprar trigo fora do país se dá porque são cobrados 10% de Tarifa Externa Comum (TEC) sobre o trigo comprado fora do Mercosul. Como a Argentina teve forte queda na produção do cereal, a indústria cobra do governo a isenção da TEC.
A Rússia, país onde o ministro passou uma semana, já se candidatou a exportar trigo para o país e avaliações técnicas foram realizadas. O governo brasileiro tem interesse em incentivar os importadores do país a negociar trigo com os russos, porque espera que, assim, o país asiático amplie as cotas que limitam as exportações de carnes para lá.
Entretanto, Stephanes disse que a isenção da TEC só ocorrerá se realmente houver necessidade para suprir o mercado interno. “Queremos evitar o que aconteceu no ano passado, quando se abriu o mercado para a importação e não se conseguiu preço adequado para a produção nacional”, ressaltou.
Edição: Nádia Franco![]()
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