10-06-2009Oposição acusa Kassab de compra de votos
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Chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recurso contra Gilberto Kassab (DEM), prefeito reeleito de São Paulo em 2008. A oposição acusa o democrata de ter promovido evento ilegal de campanha em julho daquele ano, caracterizando conduta vedada a agente público e compra de votos.
O recurso foi ajuizado pela coligação Uma nova atitude para São Paulo, que apoiou Marta Suplicy (PT) nas eleições do ano passado. Segundo a acusação, a prefeitura paulistana teria convocado funcionários para o evento, com promessa de pagamento de horas extras, e disponibilizado ônibus para transportar os servidores até o clube Espéria, na zona norte da capital paulista local do encontro. Diz ainda que o ato teria sido marcado pela divulgação do programa de saúde da campanha governista, tendo contado com participação de um animador de auditório, que convocava a platéia a gritar Kassab prefeito.
A coligação pede a aplicação de multa e a cassação do prefeito e de seu vice, com aplicação da inelegibilidade por três anos da data do pleito, prevista no artigo 22 da Lei Complementar 64/90. O relator do recurso é o ministro Joaquim Barbosa.
Ausência de provas
A acusação já foi rejeitada pelo juiz eleitoral do município e pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, por ausência de provas. O Ministério Público Eleitoral também não viu ilícito algum nos fatos apontados pela coligação adversária de Kassab. As provas produzidas não confirmaram as acusações iniciais, diz o parecer ministerial.
Nas instâncias inferiores, Kassab negou que o evento tenha sido patrocinado pela prefeitura. Segundo ele, a reunião foi um encontro de sua equipe de campanha com pessoas da área da saúde - tanto pública quanto privada -, e não teria havido a alegada convocação de servidores.
Fonte: TSE
A Justiça do Direito Online
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terça-feira, 16 de junho de 2009
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