19/6/2009
Mais da metade dos Tribunais brasileiros já cumpriram a Meta 2
Mais da metade dos 91 Tribunais do Brasil já cumpriram ou estão a ponto de cumprir a Meta 2, de julgar até o final deste ano todos os processos distribuídos até 31 de dezembro de 2005. Ontem (18/06), magistrados de 38 Tribunais (Estaduais, Federais e seis Trabalhistas) que enfrentam maior dificuldade para cumprir a meta se reuniram em Brasília, no intuito de concentrar esforços e compartilhar experiências para acelerar os julgamentos. Nossa preocupação agora é contribuir com esses tribunais, compartilhando as boas experiências já adotadas no sentido de assegurar o cumprimento da Meta 2, destacou a juíza auxiliar da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Salise Monteiro Sanchotene.
Na ocasião, o secretário-geral do CNJ, Rubens Curado, destacou que o CNJ pretende construir coletivamente com os Tribunais uma estratégia para o efetivo cumprimento da Meta 2. O Judiciário vai dar uma resposta institucional à sociedade, destacou Curado, ao se referir ao esforço de acelerar a conclusão dos processos mais antigos. Segundo a juíza Salise Sanchotene, todos os tribunais brasileiros já colocaram em prática ações nesse sentido, tanto que muitos deles já conseguiram dar vazão ao estoque de processos.O Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, conseguiu julgar até o final de maio último cerca de 4 mil processos, dos 12 mil que haviam sido distribuídos antes de 31 de dezembro de 2005, mas ainda aguardavam conclusão. Aos tribunais que já conseguiram cumprir a Meta 2, o presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, pediu que avancem no sentido de julgar também os processos distribuídos após essa data.
Para garantir o julgamento desses casos até o final deste ano, o CNJ lançará no final deste mês a campanha Meta 2 Bater recordes é garantir direitos, cujo objetivo é estimular o engajamento de servidores e magistrados do Poder Judiciário nesse trabalho. A campanha vai focar apenas os processos cuja tramitação depende exclusivamente da Justiça (excluindo aqueles que estão em fase de execução ou com prazo suspenso). Essa não é uma meta do CNJ, mas sim do Poder Judiciário, reforçou a juíza Salise Sanchotene.
CNJ
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