22 de Setembro de 2009 - 21h11 - Última modificação em 22 de Setembro de 2009 - 21h10
Câmara aprova repúdio ao governo de Honduras
Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - O plenário da Câmara aprovou hoje (22) uma moção de repúdio ao governo golpista de Roberto Mecheletti, em Honduras, que decidiu cortar a água, luz e o telefone da Embaixada do Brasil e impor um cerco militar à representação brasileira em Tegucigalpa, onde está abrigado o presidente Manuel Zelaya, deposto por um golpe militar no último dia 28 de junho.
Para o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), a agressão cometida contra a embaixada é inaceitável pois fere a soberania brasileira. “Toda e qualquer agressão de um Estado contra uma embaixada deve ser repudiada; essa é uma questão de direito internacional, pois envolve a preservação da soberania”, disse Temer ao encaminhar a votação da moção proposta pela mesa diretora da Casa.
O repúdio recebeu o apoio do líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP). Ele ressaltou ser este também o entendimento dos demais países da América Latina e dos Estados Unidos. "Todos os países da América Latina repudiam o golpe em Honduras. E os Estados Unidos têm tomado posições importantes para impedir o governo golpista de se estabilizar", disse. O líder do P-SOL, deputado Ivan Valente (SP), também apoiou a moção de repúdio.
Já o líder do PPS, deputado Fernando Coruja (SC), disse que vai pedir explicações do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, sobre a posição do governo brasileiro antes e depois da chegada de Manuel Zelaya à embaixada.O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) criticou a postura do governo brasileiro de dar abrigo ao presidente deposto. "A embaixada brasileira não pode servir de plataforma política para o senhor Zelaya", disse o parlamentar , que também pediu que o governo brasileiro determine o “fim de todo e qualquer pronunciamento de Zelaya”.
Edição: Aécio Amado![]()
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