24 de Setembro de 2009 - 11h57 - Última modificação em 24 de Setembro de 2009 - 13h48
Centenas de pessoas são presas e uma morre em Honduras por causa de protestos
Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - Mais de cem pessoas foram presas e uma morreu em decorrência dos confrontos entre a polícia hondurenha e manifestantes pró-Zelaya, segundo informações da BBC Brasil. O porta-voz do ministério da Segurança de Honduras, Orlin Cerrato, acusou simpatizantes de Zelaya de serem os responsáveis por atos de vandalismo. Na madrugada de quarta-feira (23) ocorreram vários ataques a lojas, bancos e supermercados.
Ontem, o toque de recolher foi suspenso durante algumas horas em Tegucigalpa, capital hondurenha, e nesse tempo, manifestantes pró-Zelaya foram para as imediações da Embaixada do Brasil em Honduras, mas a área está isolada pelas forças de segurança. Com isso, os protestos ocorreram no centro da cidade em frente à Catedral Metropolitana. Durante os protestos, ocorreram incidentes entre os manifestantes e policiais. Canhões de água foram usados para dispersar a multidão. Por volta das 20h (17h em Honduras), o toque de recolher voltou a vigorar.
Desde a volta de Zelaya a Honduras na segunda-feira (21), ocorrem protestos pró-Zelaya e contra o presidente deposto em Tegucigalpa. Zelaya está hospedado na Embaixada do Brasil em Honduras. Por causa das manifestações, a área próxima à sede diplomática brasileira está isolada pelas forças de segurança do país.
Desde segunda-feira, o toque de recolher vigora no país, mas os manifestantes desrespeitam a ordem.
O presidente interino, Roberto Micheletti, já disse que está disposto a conversar com Zelaya, mas disse que a volta dele ao poder é inviável. Micheletti disse ainda que uma eventual negociação entre o presidente deposto e o Executivo hondurenho não invalidaria o pedido de prisão feito pelo Judiciário.
Edição: Talita Cavalcante![]()
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