16 de Setembro de 2009 - 15h45 - Última modificação em 16 de Setembro de 2009 - 18h24
Lobão espera que deputados apresentem projeto sobre divisão dos royalties do pré-sal
Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - Se o Congresso Nacional não criar uma nova lei para regular os royalties do petróleo da camada pré-sal, o governo poderá enviar um projeto sobre o assunto após a votação do novo marco regulatório, disse hoje (16) o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. “Esperamos que o Congresso resolva esse problema. Se não o fizer, podemos propor alguma coisa”, afirmou ele, durante audiência pública na Câmara dos Deputados.
Os projetos sobre pré-sal enviados pelo governo ao Congresso não preveem alterações sobre a distribuição de royalties. No entanto, o governo já manifestou o desejo de que haja uma divisão mais igualitária em relação à participação de todos os estados da Federação na divisão dos royalties - compensação financeira devida ao Estado pelas empresas concessionárias produtoras de petróleo e gás natural no território brasileiro que é distribuída aos estados, municípios, ao comando da Marinha, ao Ministério da Ciência e Tecnologia e ao Fundo Especial administrado pelo Ministério da Fazenda.
“Enquanto não se alterar a lei atual, prevalecem as regras que hoje orientam a formulação dos royalties e participações especiais. É claro que o propósito é fazer com que todos se beneficiem dessa riqueza, mas enquanto o Congresso não formula uma nova lei, permanece como está”, disse o ministro.
Lobão afirmou também estar confiante quanto à votação dos projetos de lei sobre o marco regulatório do pré-sal até 10 de novembro. “Quando os líderes pediram para suspender a urgência, o próprio presidente da Câmara [deputado Michel Temer] assumiu essa responsabilidade e esse compromisso. Os líderes pretendem cumprir aquilo que prometeram.”
Na negociação entre o governo e a oposição, intermediada por Temer, os líderes partidários se comprometeram a votar os quatro projetos até 10 de novembro em troca da retirada do pedido de urgência pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Edição: João Carlos Rodrigues![]()
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