7 de Setembro de 2009 - 10h04 - Última modificação em 8 de Setembro de 2009 - 09h53
Prefeitura quer transformar Macaé em polo de educação tecnológica para indústria do petróleo
Isabela Vieira
Enviada Especial
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Macaé (RJ) - A ampliação de projetos de capacitação profissional é uma das principais metas da prefeitura de Macaé. Ao se preparar para diversificar o orçamento e até mesmo para possíveis mudanças na distribuição de royalties do petróleo, o município quer exportar serviços na área de petróleo e gás e mão de obra qualificada.
De acordo com dados da prefeitura, de setembro de 2008 a janeiro de 2009 os cofres registram diminuição de 48% na arrecadação dos royalties, responsáveis por 40% do orçamento. A queda era esperada devido à retração da economia com a crise financeira, mas reforça a necessidade de tornar a cidade “mais autônoma”.
“A grande produção de petróleo pode não estar aqui amanhã, até porque esse é um produto finito. Por isso, nossa grande preocupação é o pós-petróleo. Estamos concentrando nossos investimentos na qualificação para o futuro, transformando a cidade em referência, em um centro de tecnologia, de ensino na área”, disse o prefeito Riverton Mussi.
Para isso, o ensino superior tem recebido atenção especial. A área onde está instalada a Cidade Universitária, um polo de referência, recebeu R$ 12 milhões no último ano. No local estão concentradas as duas principais universidades federais do Rio, com 35 cursos em diversas áreas, além da faculdade municipal.
A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro também acredita na ideia e construiu em Macaé uma das mais importantes unidades do Senai (Sistema Nacional de Aprendizagem Industrial) no estado, com capacidade para atender cerca de 600 alunos por turno. Em 2008, a prefeitura também investiu em 54 cursos profissionalizantes em diversas áreas.
A experiência na área de petróleo e o reconhecimento aos profissionais da localidade têm estimulado parcerias com outros estados. De acordo com a Associação Comercial e Industrial de Macaé (Acim), empresários paulistas interessados nas atividades da Bacia de Santos e do pré-sal têm promovido diversas parcerias.
Edição: Andréa Quintiere![]()
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