21/9/2009
Mutirão carcerário de PE revisou 2.202 processos em um mês
Em um mês de trabalho, o mutirão carcerário já analisou 2202 processos de presos provisórios nas penitenciárias da capital e do interior do estado de Pernambuco, resultando na expedição de 577 alvarás de soltura. Esse foi o balanço divulgado em entrevista coletiva aos meios de comunicação pelo presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Jones Figueirêdo, juntamente com o coordenador do mutirão carcerário, o juiz Humberto Inojosa, na tarde desta quinta-feira (17/09) no Palácio da Justiça.
Promovida pelo TJPE em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a iniciativa objetiva revisar cerca de 13 mil processos nos próximos 90 dias. Estão sendo julgados os réus que possam já ter cumprido o prazo de detenção ou que tenham direito ao benefício de progressão de pena. Essa parcela representa 65% da população carcerária do Estado. Em um segundo momento, serão revistos os sete mil julgamentos dos presos condenados nas duas Varas de Execuções Penais.
O trabalho está sendo realizado com muito êxito, considerando o rigor técnico com o qual os processos estão sendo analisados. Além de evitar eventuais irregularidades, o Mutirão também servirá para avaliar a situação concreta dos presos nas unidades prisionais pernambucanas, analisou o presidente Jones Figueirêdo. Segundo o desembargador, a partir deste ano, todos os presos irão receber uma certidão com informações sobre o andamento da sua pena.
No dia 17 de agosto, o Mutirão iniciou os trabalhos revisando os processos dos réus presos na Colônia Penal Feminina Bom Pastor, no Engenho do Meio, e da Penitenciária Plácido de Sousa, em Caruaru. Agora, a ação está com postos itinerantes nos municípios de Pesqueira, Arcoverde, Buíque e Salgueiro. Em seguida, as unidades móveis seguirão para as cidades de Vitória de Santo Antão, Limoeiro, Palmares, Petrolina e Canhotinho. Na capital, o Mutirão tem posto fixo.
Os processos pendentes de outros 63 municípios do Agreste e do Sertão do Estado serão incorporados ao programa através do cadastramento na vara virtual do Mutirão Judicial. O uso desta tecnologia servirá para garantir maior visibilidade, presteza e segurança para a movimentação dos processos durante o Mutirão, explicou o juiz Humberto Inojosa.
CNJ
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