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domingo, 15 de novembro de 2009

Agência Brasil - Blecautes podem ocorrer, mas racionamento é barbeiragem, afirma Dilma - Direito Público

 
12 de Novembro de 2009 - 18h27 - Última modificação em 12 de Novembro de 2009 - 19h43


Blecautes podem ocorrer, mas racionamento é barbeiragem, afirma Dilma

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse há pouco que o sistema elétrico brasileiro é suscetível a blecautes como o que ocorreu na noite da última terça-feira (10). Segundo ela, o sistema atual é o melhor dos últimos tempos, mas esse tipo de interrupção pode ocorrer.

"Trabalhamos num sistema de milhares de quilômetros de rede e interrrupções nesse sistema ninguém promete que não vai ter. O que nós prometemos é que não terá nesse país mais racionamento. Racionamento é barbeiragem."

Segundo ela, nenhum sistema do mundo tem capacidade de garantir que esse tipo de interrupção deixe de acontecer uma vez que o trabalho é feito com base em probabilidades. O sistema brasileiro, diz a ministra, trabalha com uma margem de segurança de 95%.

Dilma voltou a dizer que condições climáticas foram as responsáveis pelo problema de queda de energia e afirmou que, caso sejam detectadas outras causas, a responsabilidade de apuração é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que poderá, inclusive, aplicar punições a possíveis responsáveis.

A ministra refutou comparações entre a falta de energia que atingiu 18 estados e o apagão de 2001. Segundo Dilma, o apagão e o racionamento aconteceram porque o governo anterior não planejou com antecedência mínima a quantidade de energia necessária para o país funcionar. "Lamento muito o que aconteceu com os consumidores. Acho que de fato é muito desagradável. Mas dizer para mim [que é apagão] é tentar fazer deliberadamente confusão onde não tem e apresentar o país com uma fragilidade que não existe. Esse país hoje tem mais energia do que teve em qualquer momento anterior", afirmou Dilmna.

Perguntada se houve falha por parte do sistema paralelo que não impediu a queda de energia, Dilma, que já comandou a pasta de Minas e Energia no governo Lula, explicou que o brasileiro teria de pagar tarifas mais caras para ter um sistema capaz de socorrer 100% dos problemas. Ela afirmou ainda que as três linhas de transmissão pararam de funcionar em um período de tempo curtíssimo e, por isso, a Usina Hidrelétrica de Itaipu não suportou e desligou.

"Teríamos que pagar uma conta de luz, diria, mais gorda do que pagamos. Nenhum país do mundo tem esse tipo de redundância, vocês me desculpem. Todos os países do mundo apostam em probabilidade de isso acontecer. Se você dimensionar 100%, o nível de investimento terá de ser elevadíssimo", justificou.

A ministra não quis comentar a tentativa da oposição de convocá-la e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para dar explicações no Congresso Nacional sobre a interrupção de energia. "Não se pode politizar uma coisa tão séria para o país. Para o governo, esse episódio está encerrado."



Edição: Lílian Beraldo // A matéria foi ampliada  


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