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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Agência Brasil - Causas do blecaute devem ser explicadas com mais clareza, diz ex-presidente da Eletrobrás - Direito Público

 
16 de Novembro de 2009 - 20h04 - Última modificação em 16 de Novembro de 2009 - 22h47


Causas do blecaute devem ser explicadas com mais clareza, diz ex-presidente da Eletrobrás

Danilo Macedo e Luana Lourenço
Repórteres da Agência Brasil

 
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Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Brasília - O secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, participa da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social que discutiu a participação do Brasil na Conferência do Clima, que se realizará em dezembro na DinamarcaBrasília - O secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, participa da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social que discutiu a participação do Brasil na Conferência do Clima, que se realizará em dezembro na Dinamarca
Brasília - As causas do blecaute ocorrido na noite da última terça-feira (10) em 18 estados brasileiros e em parte do Paraguai precisam ser explicadas com mais clareza. A avaliação é do doutor em física, ex-presidente da Eletrobrás e atual secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa.

Segundo ele, não foi explicado por que as consequências ganharam tanta dimensão e não se interromperam em algum ponto.

“A probabilidade de um raio causar tanto poderia ser bem menor e, nesse caso, devem ter-se somado ao problema do raio – se é que foi raio – outras questões, que levaram a ir tão longe assim os efeitos da queda da transmissão”, afirmou Pinguelli Rosa.

“Entre Itaipu [Usina Hidrelétrica de Itaipu] e o Sudeste, havia cinco linhas: três de corrente alternada e duas, da parte paraguaia, de corrente contínua, e acabaram caindo as cinco. Então, a transmissão falhou”, acrescentou o físico.

Pinguelli Rosa disse que foram feitos investimentos maciços no setor elétrico e que há linhas de transmissão em quantidade suficiente, mas criticou sua complexidade. “Eu acho que o setor elétrico é muito complicado. Juntando três letras de várias maneiras dá sempre uma instituição, Eu acho que é preciso haver complexidade institucional num sistema dessa dimensão, mas não excessiva, poderia ser mais simples”, afirmou

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, reafirmou que o governo não quer politizar as causas do blecaute. “A posição do governo é de que precisa esclarecimento técnico. Todo mundo já percebeu que politizar esse tema só traz elementos para a discussão que não ajudam o Brasil nem o sistema energético brasileiro”.

Segundo Padilha, técnicos do Ministério de Minas e Energia estarão à disposição das comissões da Câmara e do Senado para explicar o ocorrido. Padilha participou, durante toda a tarde de hoje, de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) para discutir a participação do Brasil na 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP-15), que será realizada em dezembro na Dinamarca.





Edição: Nádia Franco  



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