11 de Novembro de 2009 - 14h33 - Última modificação em 11 de Novembro de 2009 - 17h05
Falta d'água provocada por blecaute deixa 1.700 crianças sem aula no Rio
Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - Três escolas e cinco creches municipais do Rio não funcionaram na manhã de hoje (11) por falta d'água, em consequência da queda de energia que deixou todo o estado do Rio às escuras durante horas no fim da noite de ontem. Por isso, mais de 1.700 crianças ficaram sem aula, segundo informou a Secretaria Municipal de Educação.
O blecaute de ontem afetou também o Hospital Salgado Filho. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a falta d'água levou o hospital a cancelar e reagendar as cirurgias não emergenciais previstas para esta manhã.
O presidente da Companhia e Estadual de Águas e Esgoto, Wagner Vícter, informou que as duas maiores estações de água do estado ficaram paradas durante toda a madrugada e pediu à população fluminense que economize água por 72 horas.
“Conseguimos resolver em tempo recorde o problema da produção de água no Rio depois que a energia voltou, mas durante 72 horas ainda teremos dificuldades, pois foi uma parada de grande magnitude. Estamos enchendo progressivamente as redes e adutoras, pois há toda uma sequência técnica: tem que abrir as ventosas para sair o ar, se não pode haver um rompimento de tubulações", explicou Victer.
A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil informou, em nota, que o atendimento nos sete hospitais estaduais não foi prejudicado pelo blecaute. No entanto, o Hospital Rocha Faria, em Marechal Hermes, zona norte da cidade, teve pane no gerador e não funcionou nas primeiras horas em que houve falta de energia.
Na nota, a secretaria esclareceu que os três pacientes que morreram no hospital durante o blecaute estavam com quadro de saúde muito debilitado e que os óbitos não têm relação com a pane no gerador.
Edição: Nádia Franco![]()
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