6 de Novembro de 2009 - 19h56 - Última modificação em 6 de Novembro de 2009 - 19h56
MST espera que organismos internacionais se posicionem sobre denúncia de perseguição
Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) espera posicionamento da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre a denúncia de repressão e criminalização da luta pela reforma agrária no país. A carta-denúncia foi apresentada e lida ontem (5), em Washington, durante audiência com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da OEA, e, há uma semana, na OIT.
O representante da direção nacional do MST, Antonio Neto disse que a carta foi preparada pelo movimento e apresentada apenas nas duas reuniões. Ele ressaltou que o problema vem sendo enfrentado pelos movimentos sociais brasileiros, de forma geral. No caso dos trabalhadores rurais, além das perseguições denunciadas contra setores do Legislativo, Judiciário e dos meios de comunicação, ele disse que a política de reforma agrária executada pelo governo federal é insuficiente.
O integrante do MST disse que há 90 mil famílias à beira de estradas aguardando pelo assentamento. Há ainda 40 mil famílias que receberam título de posse, mas não os recursos para começarem a produzir. O contingenciamento do orçamento deste ano previsto para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) contribuiu ainda mais, na opinião dele, para esse deficit.
“A meta do governo era assentar este ano 115 mil famílias, mais do que as 90 mil que estão hoje sem terra”, afirmou. As famílias já assentadas, de acordo com Neto, também sofrem com a falta de condições básicas. “Precisamos de mais crédito para produção, construção de escolas, postos de saúde, e uma política de reforma agrária que realmente consiga manter as famílias no campo”, afirmou.
Procurada pela Agência Brasil no final da tarde, a assessoria de imprensa do Incra disse que a instituição não se pronunciaria sobre o assunto hoje (6).
Edição: Lílian Beraldo![]()
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