15 de Dezembro de 2009 - 17h37 - Última modificação em 15 de Dezembro de 2009 - 17h37
Câmara Legislativa do DF volta a admitir presença popular na galeria
Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - Uma semana após terem sido retirados do interior da Câmara Legislativa do Distrito Federal, manifestantes que pedem a destituição do governador José Roberto Arruda (sem partido) do cargo conseguiram retornar ao plenário da Casa. Agora, com o auxílio de uma ordem judicial.
Apesar de os manifestantes terem em mãos um salvo-conduto expedido pela desembargadora Carmelita Brasil, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), no último dia 8, a Polícia Legislativa, responsável pela segurança do local, tentou impedir que o grupo chegasse à galeria.
A sessão chegou a ser interrrompida, por causa da confusão instaurada nos corredores que dão acesso à galeria. Antes de autorizar a presença popular na galeria, o presidente da Casa, deputado Cabo Patrício (PT), disse que nem as equipes da Casa nem a própria galeria têm condições de abrigar, com segurança, um grande número de pessoas. A líder do DEM, deputada Eliana Pedrosa se queixou da situação. "A Câmara se acovarda a cada vez que entra gente aqui? Então vamos encher isso aqui de mulheres".
“O que eles não querem é que o povo acompanhe de perto o problema da corrupção no Distrito Federal”, disse Rafael Barroso, um dos manifestantes. “Queremos garantir que o processo de impeachment seja seguido e evitar que eles barrem a cassação [do governador]. Estamos com a decisão da Justiça na mão para garantir a legítima presença popular neste espaço”, concluiu o estudante.
Até a entrada dos estudantes, sindicalistas, ativistas do Grupo de Mulheres contra a Corrupção entre outras pessoas, a sessão era acompanhada apenas por jornalistas e assessores parlamentares.
Hoje, além de definir se o pedido de impeachment do governador será julgado pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) ou por uma comissão especial criada com esse fim, os deputados distritais também votarão a composição da comissão parlamentar de Inquérito (CPI), a Lei Orçamentária para o ano que vem e a taxa do Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotivo (IPVA).
Edição: Rivadavia Severo![]()

















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