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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Agência Brasil - Cultura de transferência de votos não existe no Chile, diz especialista em opinião pública - Direito Internacional

 
14 de Dezembro de 2009 - 13h42 - Última modificação em 14 de Dezembro de 2009 - 13h42


Cultura de transferência de votos não existe no Chile, diz especialista em opinião pública

Renata Giraldi
Enviada especial

 
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Santiago - A expectativa de que a popularidade da presidente do Chile, Michelle Bachelet, favoreça o candidato governista, o ex-presidente Eduardo Frei Ruiz, da coligação de centro-esquerda Concertación, não se sustenta no eleitorado chileno. Pela cultura chilena, não há transferência de votos, disse à EBC o professor de opinião pública da Universidade Católica do Chile, William Porath. Além disso, Bachelet reúne qualidades de que Frei não dispõe, acrescentou.

Porath disse que a principal virtude de Bachelet, que tem 80% de popularidade, é o carisma político, algo que não Frei não tem. “Frei Ruiz é frio, como um engenheiro, e distante da população, não é como a presidente Bachelet, que tem um dom”, afirmou. Segundo ele, a cultura chilena veta ainda o envolvimento direto do presidente da República em campanhas políticas.

“Houve um momento em que Bachelet e Frei estiveram em um mesmo evento. A imprensa criticou duramente, e o chileno não gosta disso”, afirmou o professor. “Não há nada que proíba a participação em campanha, mas pela cultura chilena isso não ocorre de forma ostensiva embora todos saibam do empenho do presidente em tentar fazer sucessor.”

Frei-Ruiz disputará, em 17 de janeiro, o segundo turno das eleições com o candidato da oposição, Sebastián Piñeira (Alianza), de centro-direita. O oposicionista saiu na frente, no primeiro turno, obtendo 44,23% contra 30,5% do ex-presidente da República. Ambos tentarão conquistar os votos dos candidatos derrotados: o independente Marco Henriquez Ominami e Jorge Arrate (da frente Juntos Podemos Mais).

Ominami avisou que não pedirá votos para nenhum dos candidatos que disputam o segundo turno, enquanto Arrate disse que se integrará à campanha de Frei-Ruiz. Para o professor da Universidade Católica do Chile, o segundo turno das eleições no Chile deve ser observado como
se fossem realizadas novas eleições no país.

“Essas eleições são mais competitivas e emocionantes. Há umacontinuação, de certa forma, porque Piñeira já conseguiu 44% dos votos, mas o apoio de Arrate é muito fiel a Frei e isso vai interferir, certamente”, disse Porath.




Edição: Nádia Franco  


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