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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Agência Brasil - DEM envia quatro observadores para acompanhar as eleições no Chile - Direito Internacional

 
11 de Dezembro de 2009 - 12h35 - Última modificação em 11 de Dezembro de 2009 - 12h43


DEM envia quatro observadores para acompanhar as eleições no Chile

Renata Giraldi
Enviada Especial

 
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Santiago (Chile) - O Democratas (DEM) enviou quatro representantes para observar as eleições no Chile. Oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o DEM está convencido de que a eventual derrota de Michelle Bachelet, mesmo com 80% de popularidade, pode servir como uma espécie de lição para os partidos de oposição no Brasil. Para analistas políticos chilenos, não há transferência de votos de Bachelet para o candidato governista Eduardo Frei Ruiz.

Estão no Chile o ex-prefeito do Rio Cesar Maia – pai do presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ); os deputados Alceni Guerra, do Paraná, e Germano Bonow e Matteo Chiarelli, do Rio Grande do Sul. Todos estão sendo custeados pelo partido nos dias que passarão em Santiago.

“Estas eleições têm muito a nos ensinar. O Chile tem um passado de violência e derramamento de sangue e agora pode fazer uma transição da esquerda para a direita sem traumas nem choques”, disse Guerra. Para ele, “é muito interessante observar que a presidente Bachelet, com uma altíssima popularidade, pode sair derrotada”.

Para os deputados Bonow e Chiarelli, as eleições no Chile devem ser observadas como uma lição. “Estive nas eleições no Uruguai e vi como a população participa nas ruas e tem interesse pela política. Isso é do latino-americano. Mas aqui me espantou ver como são poucas as propagandas de rua”, disse Bonow.

“Na América Latina vivemos uma contradição perigosa que é o surgimento do não comprometimento com os valores democráticos e republicanos. Temos de estar atentos”, afirmou Chiarelli.

A corrida eleitoral no Chile envolve o candidato da oposição Miguel Sebastián Piñeira, da coligação Alianza (centro-direita), o ex-presidente Eduardo Frei Ruiz, da coligação Concertación (de Bachelet), o independente Marco Enriquez-Ominami Gumucio e Jorge Arrate (Juntos Podemos Mais), ambos da esquerda.

Os cerca de 9 milhões de chilenos irão às urnas no próximo domingo (13). Mas, de acordo com pesquisas recentes de opinião, deve haver segundo turno em 17 de janeiro. O presidente eleito no Chile assume o governo em 11 de março de 2010.

Edição: Tereza Barbosa  


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