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domingo, 13 de dezembro de 2009

Agência Brasil - Deputada do Distrito Federal diz que desfiliação tira pressão política do caso Arruda - Direito Público

 
10 de Dezembro de 2009 - 17h26 - Última modificação em 10 de Dezembro de 2009 - 17h26


Deputada do Distrito Federal diz que desfiliação tira pressão política do caso Arruda

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A deputada distrital Eliana Pedrosa (DEM) disse há pouco que a desfiliação do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, tira a pressão política da situação.

Segundo a deputada, Arruda telefonou para ela informando-lhe que iria sair da legenda. “Ele se desfiliando tira o componente político de toda essa análise. Vamos analisar apenas os fatos. Não tem componente político. Ele não é filiado a nenhum partido, não é candidato a nada. Não tira o peso dos fatos, mas tira a pressão política”, disse Eliana a jornalistas.

A parlamentar, que assumiu a liderança do DEM na Câmara Legislativa do Distrito Federal, disse que a saída de Arruda do DEM não irá retardar a tramitação dos três pedidos de impeachment do governador já aceitos. Eliana Pedrosa deixou, nesta semana, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda e retomou o mandato parlamentar.

Ao subir hoje (10) na tribuna, o deputado distrital Batista das Cooperativas (PRP) disse que a decisão de Arruda foi um "gesto de grandeza", que irá garantir a governabilidade no Distrito Federal.

“Ele diz para a sociedade [com a desfiliãção] e para todos nós que é candidato à continuidade do seu governo, a terminar as milhares de obras que esse governo começou, a dar continuidade a todas as ações sociais, a manter a governabilidade do governo federal, é candidato a terminar o seu mandato”, disse o distrital.

Arruda é apontado pela Polícia Federal como líder de um esquema de pagamento de propina a distritais em troca de apoio político. O DEM abriu um processo interno para apurar as denúncias contra Arruda, o que poderia resultar na expulsão dele da legenda. A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Cármen Lúcia negou mandado de segurança apresentado ontem (9) por Arruda para suspender o processo aberto pelo partido.



Edição: Lana Cristina  


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