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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Agência Brasil - Desfiliação de Arruda desmonta estratégia do DEM de usar caso como tática de defesa ética - Direito Internacional

 
11 de Dezembro de 2009 - 13h00 - Última modificação em 11 de Dezembro de 2009 - 13h00


Desfiliação de Arruda desmonta estratégia do DEM de usar caso como tática de defesa ética

Renata Giraldi
Enviada Especial

 
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Santiago (Chile) - A desfiliação do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do DEM desmontou a estratégia organizada por um setor do partido que pretendia usar a expulsão do política como trunfo da defesa da ética e da moralidade. No entanto há membros da executiva nacional da legenda que defendem a manutenção do discurso como elemento de reação a eventuais ataques dos adversários.

Enviados como observadores estrangeiros para as eleições no Chile, quatro integrantes do Democratas afirmam que a decisão de cancelar a reunião que ocorreria hoje (11) em Brasília indica que o objetivo é esvaziar o assunto e evitar que o tema volte ao debate. Eles reconhecem, porém, que é difícil neutralizar o assunto.

De acordo com os integrantes do partido, a orientação transmitida a Arruda é que ele conclua seu mandato como governador, mantendo as ações de sua gestão com apoio da popularidade, e busque a discrição. Segundo parlamentares experientes, o ideal seria o governador manter-se afastado dos debates políticos para evitar posteriores críticas.

Ontem Arruda enviou carta ao DEM anunciando sua desfiliação do partido, segundo ele, “para evitar constrangimentos”. A executiva nacional da legenda se reuniria hoje para avaliar a expulsão.

“Para evitar o constrangimento de ter que decidir se entre saciar a sede por atos radicais e midiáticos ou julgar com amplo direito de defesa e cumprimento do prazo estatutário”, afirmou ele, em entrevista coletiva convocada ontem.

“Tomo a difícil decisão de deixar a vida partidária desligando-me neste momento do partido democrata. Não disputarei a eleição do próximo ano”.

Arruda afirmou que vai dedicar-se dedicará ao governo e não pretende se candidatar em 2010 à reeleição, como já era certo. “Com as atuais regras eleitorais, não disputarei mais nenhuma eleição”.

O escândalo envolvendo as revelações da Operação Caixa de Pandora, realizada pela Polícia Federal, isolou Arruda no DEM. O agravante, segundo os integrantes do partido, foram as imagens que mostraram o governador negociando dinheiro supostamente ligado a um complexo esquema de corrupção no Distrito Federal.



Edição: Tereza Barbosa  


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