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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Agência Brasil - Governo paulista aguarda laudo para confirmar se causa da morte de menino foi leptospirose - Direito Público

 
21 de Dezembro de 2009 - 13h32 - Última modificação em 21 de Dezembro de 2009 - 16h03


Governo paulista aguarda laudo para confirmar se causa da morte de menino foi leptospirose

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo aguarda o resultado dos exames definitivos para comprovar se o menino de 6 anos, Isaac de Sousa Lima, que morreu ontem (20), tinha leptospirose. Ele residia no Jardim Pantanal, zona leste da capital, que há duas semanas está alagada em decorrência da  chuva que atingiu a cidade. O exame está sendo realizado pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO) do município. Os médicos acompanham mais dez moradores com sintomas da doença.

De acordo com informações da secretaria, desde o dia 8 as áreas afetadas pela inundação estão sendo visitadas por cerca de 200 profissionais de saúde para orientar os moradores sobre os perigos de entrar em contato com as águas contaminadas. Os agentes também tentam identificar as pessoas com sintomas de doenças causadas pela enchente. Aquelas que apresentam algum sinal são encaminhadas para uma das quatro unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) ou para um das três Unidades Básicas de Saúde (UBS) existentes nas proximidades do bairro.
 
Segundo o infectologista do Hospital Emílio Ribas, Caio Rosenthal, a recomendação é para que as pessoas evitem pisar na água contaminada. A leptospirose é transmitida pela urina do rato e do cão e  penetra no organismo por pequenas feridas na pele. “As espiroquetas da leptospira caem na corrente sanguínea do homem provocando a doença. Ela é grave quando atinge ao mesmo tempo o pulmão, o rim e o fígado. Nesse caso, o paciente precisa de internação e pode morrer com quadro de infecção”.

Os principais sintomas para os quadros menos graves são febre, dor no corpo, na cabeça, falta de vontade de fazer as coisas. Nos casos mais graves o doente apresenta os olhos amarelados, para de urinar, pode ter meningite ou  pneumonia. “Não há o que fazer caso se pise nas águas contaminadas. Tem que se observar. O período de incubação costuma levar de três a sete dias a partir do dia em que a pessoa foi infectada”. O tratamento é feito com penicilina cristalina aplicada no paciente internado assim que se suspeita do diagnóstico.

De acordo com o médico, o verão merece mais atenção devido ao aumento das chuvas e dos alagamentos, agravado pelo fato de que a cidade de São Paulo tem muitos ratos e cães, o que aumenta a incidência da doença nessa época.

A prefeitura informou que sete famílias da área foram removidas dos locais inundados para apartamentos da Companhia de Desenvolvimento Urbano (CDHU), em Itaquaquecetuba. Ao longo da semana mais 33 devem ser levadas para o mesmo local e para outras áreas da zona leste. A prefeitura e o governo estadual montaram barracas para a distribuição de cestas básicas, hipoclorito de sódio (água sanitária, usada para desinfetar alimentos e ambientes) e outros itens de necessidade básica para os moradores atingidos. Foram deslocados para a região 1,8 mil agentes para dar assistência aos moradores.

Edição: Tereza Barbosa  



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