16 de Dezembro de 2009 - 14h34 - Última modificação em 16 de Dezembro de 2009 - 17h15
Hamas veta eleições na Cisjordânia e OLP adia votações mantendo Abbas no comando
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) adiou por tempo indeterminado a realização das eleições tanto para presidente como também para o Parlamento, que seriam realizadas em janeiro. A decisão foi tomada hoje (16), durante reunião da OLP, em Ramallah, na Cisjordânia. Por pressão do Hamas (movimento islamita palestino), houve o adiamento.
Com isso, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, ficará no cargo mais algum tempo, embora seu mandato já esteja oficialmente encerrado. Abbas já afirmou que não pretende disputar a reeleição, mas integrantes da cúpula da ANP insistem para que ele se lance candidato.
Inicialmente, as eleições na Palestina seriam realizadas na primeira quinzena de janeiro, quando também seriam escolhidos os membros do Parlamento, mas o Hamas vetou. O Hamas não aceita Abbas como presidente da ANP.
Criada na década de 80, a facção Hamas – que em árabe significa movimento de resistência islâmica – domina a maioria das 132 cadeiras do Parlamento palestino e é adversária política do grupo Fatah – ao qual pertence Abbas. Fatah em árabe significa movimento nacional pela libertação palestina.
O Fatah e o Hamas disputam de forma violenta espaço físico e político na região e no cenário internacional. Criada há 45 anos, a OLP é reconhecida internacionalmente e está sob comando do Fatah.
Aos 74 anos, Abbas não quer mais se manter à frente da Autoridade Nacional Palestina. Ele sucedeu Yasser Arafat, que morreu há cinco anos. Abbas venceu a eleição presidencial de 2005, mas o Hamas não reconhece seu comando.
No mês passado, Abbas esteve no Brasil e se encontrou, em Salvador, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, ele agradeceu o apoio “leal” do Brasil à Palestina e para a paz no Oriente Médio. Segundo Abbas, a experiência brasileira de convivência pacífica entre diferentes etnias e religiões deve ser tomada como exemplo. Em um discurso emocionado, ele afirmou: “Somos todos filhos de Adão, somos todos humanos.”
A visita ao Brasil do presidente da ANP foi acompanhada pelo embaixador da Palestina em Brasília, Ibrahim Al Zeben, do chanceler palestino Riad Malki e da embaixadora do Brasil na Palestina, Ligia Maria Scherer.
Edição: Nádia Franco![]()

















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