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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Agência Brasil - Paraguai, Venezuela e Argentina usam Cúpula do Mercosul para criticar golpe em Honduras - Direito Internacional

 
8 de Dezembro de 2009 - 15h40 - Última modificação em 8 de Dezembro de 2009 - 16h04


Paraguai, Venezuela e Argentina usam Cúpula do Mercosul para criticar golpe em Honduras

Vitor Abdala
Enviado especial da EBC

 
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Montevidéu - Os discursos dos presidentes do Paraguai, da Argentina e da Venezuela hoje (8), na 38ª Cúpula do Mercosul, foram marcados pelo repúdio à deposição do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, em meados deste ano, e à posterior eleição no país, no fim de novembro. As críticas mais contundentes vieram do venezuelano Hugo Chávez.

Chávez condenou o golpe que retirou Zelaya do poder, mas disse que a população vai resistir. “Há um povo em resistência [em Honduras]. Esse povo, estou seguro de que vai seguir em resistência, já nem sequer depende do presidente Zelaya. É um povo que tem que se admirar, porque tiveram cerceados de maneira brutal seus direitos fundamentais”, afirmou o líder venezuelano.

O paraguaio Fernando Lugo disse que a situação de Honduras criou um “mau precedente político” na América Latina. “Agora, querem nos apresentar um golpe de Estado como via apta para organizar os processos eleitorais”, comentou Lugo, que considerou o precedente “perigosíssimo”.

A argentina Cristina Kirchner também dedicou parte de seu discurso à condenação ao golpe hondurenho e recorreu ao mesmo termo que Lugo, ao chamar o golpe de um “perigosíssimo antecedente e precedente em nossa região”.

O presidente Hugo Chávez aproveitou ainda a cúpula para criticar as bases norte-americanas na Colômbia e para pedir a aprovação, pelo Senado brasileiro, da autorização do ingresso da Venezuela no Mercosul como membro efetivo do bloco.

Cristina Kirchner também criticou a imprensa, ao dizer que a mídia está vinculada a interesses econômicos e não a interesses puramente jornalísticos.









Edição: Nádia Franco  


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