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domingo, 13 de dezembro de 2009

Agência Brasil - Relações entre Brasil e Chile serão mantidas inalteradas depois das eleições, diz embaixador - Direito Internacional

 
11 de Dezembro de 2009 - 21h36 - Última modificação em 11 de Dezembro de 2009 - 22h33


Relações entre Brasil e Chile serão mantidas inalteradas depois das eleições, diz embaixador

Renata Giraldi
Enviada Especial

 
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Santiago (Chile) - Às vésperas das eleições chilenas que indicam mudanças das forças políticas de esquerda para a direita, o embaixador do Brasil no Chile, Mário Vilalva, afirmou à Agência Brasil que tradicionalmente as relações entre os dois países são excelentes, portanto, não há o que temer. Para o diplomata, independentemente de quem será o vitorioso nas urnas, o que deve ocorrer apenas depois do segundo turno das eleições, em 17 de janeiro, o Brasil não será afetado negativamente.

“Ganhe quem ganhar muito pouco ou quase nada deve mudar nas relações entre o Brasil e o Chile”, disse o embaixador, que está há três anos e meio no cargo. “Tradicionalmente as relações entre o Brasil e o Chile são muito boas. O barão do Rio Branco [patriarca da diplomacia brasileira] afirmava que o Chile e nós, brasileiros, temos uma amizade sem limites”.

A corrida presidencial pelo Palácio de La Moneda, a sede do governo federal no Chile, envolve o candidato da oposição Miguel Sebastián Piñeira, da coligação Alianza (centro-direita); o ex-presidente Eduardo Frei Ruiz, da coligação Concertación que conta com o apoio da presidente do país Michelle Bachelet; o independente Marco Enriquez-Ominami Gumucio e Jorge Arrate (da aliança Juntos Podemos Mais), ambos da esquerda.

Segundo o embaixador, a sociedade chilena passa por profundas mudanças. De acordo com ele, o rigor e o apego a antigas tradições estão sendo revistos principalmente pelo aumento da população jovem no país. O exemplo disso, de acordo com ele, foram os temas de campanha que envolveram discussões, como a legalização da união entre pessoas do mesmo sexo e do aborto.

“A sociedade chilena vem mudando desde a eleição da presidente Bachelet. Ela era uma outsider da política. É uma evolução da sociedade e constante. Isso representa que o chileno está mudando”, disse Vilalva à Agência Brasil, lembrando que Bachelet não tem um passado como política embora tenha sido ministra da Saúde e da Defesa, construiu sua trajetória como médica pediatra. “A sociedade chilena quer a inovação”.

Segundo o embaixador, Piñeira que representa as forças de centro-direita e o conservadorismo não pode ser associado aos seguidores do ex-ditador Augusto Pinochet. “O Sebastián Piñeira é um empresário bem-sucedido e que reúne apoio entre os conservadores, mas tem respeito e admiração pelo presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva], por exemplo”, afirmou.

As eleições no Chile serão realizadas domingo (13), das 7h às 16h. A expectativa é de que à noite o resultado seja conhecido. Cerca de 9 milhões de chilenos, com mais de 18 anos, irão às urnas nas nove regiões eleitorais do país. A boca de urna é proibida no Chile. As pesquisas de opinião indicam que haverá segundo turno, uma vez que o vitorioso deve obter mais de 50% dos votos e o eleitorado demonstra estar dividido.
  



Edição: Aécio Amado  


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