16 de Dezembro de 2009 - 19h54 - Última modificação em 17 de Dezembro de 2009 - 08h20
Setor público impulsiona PIB do Distrito Federal
Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - Dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios de 2007, divulgados hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que Brasília responde por 3,8% de toda a renda gerada no país, aparecendo em terceiro lugar no ranking. Os R$ 99,9 bilhões de PIB da capital federal levam em consideração toda a produção do Distrito Federal, já que as cidades-satélites - regiões administrativas - não são consideradas municípios. A maior parte da economia no DF é movimentada pelo setor público.
Apesar disso, o resultado apresentado por Brasília chama atenção pela diferença em relação a outras grandes capitais, como Belo Horizonte e Curitiba, que, apesar de aparecerem na terceira e na quarta posições, apresentam PIB bem inferior, com R$ 38,2 bilhões e R$ 37,7 bilhões, respectivamente.
A economista Sandra Regina Andrade Silva, técnica de contas regionais da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), que ajudou o IBGE a consolidar os dados de Brasília, afirmou à Agência Brasil que 53,8% do valor do PIB brasiliense é gerado diretamente pela administração pública, que inclui, além dos salários pagos aos servidores, gastos com educação, saúde e segurança pública.
Para o professor de economia da Universidade de Brasília (UnB), José Luís Oreiro, a participação da administração pública no PIB de Brasília se deve não apenas ao número de empregados, mas também aos altos salários do funcionalismo público, característica que deve se manter nos próximos anos. Esses salários, assinalou, também acabam gerando renda em outros setores.
“Os salários muito elevados geram uma massa de salários e uma série de serviços associados a ela”, afirmou Oreiro à Agência Brasil. Segundo ele, a recomposição de salários no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aliada à estabilidade, acaba causando outra característica bastante perceptível aos moradores da capital: a especulação imobiliária.
Os números levantados pela Codeplan mostram um crescimento na participação da atividade imobiliária e aluguel no PIB brasiliense de 5,4% em 2006 para 6,4% em 2007, um aumento de 18,5% em apenas um ano.
De acordo com Sandra, a alta coincide com o começo da ocupação mais acelerada de Águas Claras, uma das cidades-satélites mais novas do Distrito Federal – considerada o maior canteiro de obras do país -, que apresentou alta ocupação num curto espaço de tempo.
Além da administração pública e da atividade imobiliária e aluguel, outros setores com destaque são o de intermediação financeira, seguros e previdência complementar, com 10% de participação no PIB de Brasília, comércio, com 6,6%, e transportes, com 3%.
Edição: João Carlos Rodrigues![]()
Agência Brasil - Setor público impulsiona PIB do Distrito Federal - Direito Administrativo

















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