2 de Fevereiro de 2010 - 18h29 - Última modificação em 2 de Fevereiro de 2010 - 18h29
Água começa a baixar nos bairros alagados pela chuva em São Paulo
Ivy Farias
Repórter da Agência Brasil
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São Paulo - Depois de mais de 30 dias com as ruas alagadas, a região do Jardim Helena, que compreende os bairros Jardim Pantanal e Jardim Romano, na zona leste da cidade, a água começa a escoar, segundo o subprefeito de São Miguel Paulista, Milton Persoli.
Ele disse à Agência Brasil que a subprefeitura está organizando um mutirão de limpeza para sexta-feira (5) e sábado (6). "As pessoas vão limpar as casas e jogar fora, nós vamos limpar o que elas jogarem". Ontem (1º), a Defensoria Pública encaminhou um ofício à prefeitura sugerindo que seja decretado o estado de calamidade pública na região.
Hoje (2), cerca de 80 pessoas faziam a limpeza das ruas dos bairros mais afetados pelas chuvas em São Paulo. Ainda conforme o subprefeito, os caminhões de recolhimento de entulhos serão disponibilizados para o mutirão. "Estamos recebendo ajuda de onze subprefeituras, ao total pensamos em contar com mil pessoas para limpar a região", disse.
Persoli afirmou ainda que a rotina da região tende a voltar ao normal com a diminuição das chuvas e as escolas municipais voltarão a funcionar normalmente na próxima segunda-feira (8). "O secretário da educação esteve aqui hoje e manteve a data".
O infectologista e professor de clínica médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Olzon Monteiro da Silva, alertou para as doenças causadas pela água estagnada. Segundo ele, as pessoas que têm contato com a água devem fazer a higiene logo em seguida.
Nos casos em que o contato é permanente, como na região da várzea do Tietê, onde vários bairros estão alagados, o especialista orienta que as pessoas passem por um exame médico. "Assim o profissional receitará, se for o caso, um antibiótico profilático, para prevenir a leptospirose", explicou.
"A leptospirose é uma doença grave, que mata 20% dos que a contraem. Ou seja, uma em cada cinco pessoas morre por conta desta doença", completou.
O subprefeito Milton Persoli disse que "tem conversado com as profissionais de saúde" para fazer, durante o mutirão, alguma ação que cuide também da saúde das pessoas. "Mas não definimos nada ainda, estamos estudando como atender estas pessoas".
Segundo Persoli, 6 mil famílias vivem na área afetada pelas chuvas. "Esta região é a várzea do Tietê, sempre terá enchentes. Não existe solução para o problema das enchentes, o que deveríamos fazer é tirar as residências do local", afirmou.
Ainda de acordo com o subprefeito, o governo do estado tem um projeto de criação de um parque onde hoje é o Jardim Pantanal e o Jardim Romano. "Aí a enchente alagaria apenas uma área vazia, sem prejuízos para as pessoas".
Procurada pela Agência Brasil, a prefeitura de São Paulo, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que ainda estuda a decretação de calamidade pública na região.
Edição: Aécio Amado![]()
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