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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Agência Brasil - Genro diz que divergências com Jobim sobre programa de direitos humanos são secundárias - Direito Público

 
4 de Fevereiro de 2010 - 17h16 - Última modificação em 4 de Fevereiro de 2010 - 21h51


Genro diz que divergências com Jobim sobre programa de direitos humanos são secundárias

Ivy Farias
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O ministro da Justiça, Tarso Genro, avaliou hoje (4) que sua saída do ministério não representa uma derrota sua perante o ministro da Defesa, Nelson Jobim, diante da questão do Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH3). Genro disse que as divergências entre eles são secundárias e que sua saída não "fortalece" Jobim.

"Não existe divergências irremovíveis entre mim e o Jobim, o que existe são nuances importantes no enfoque da questão de direitos humanos. Jobim cumpre um papel muito importante organizando o Ministério da Defesa. Temos divergências secundárias, mas isso não o coloca mais aliviado ou menos aliviado com a minha saída", afirmou.

Genro anunciou sua saída no último dia 2. Ele fica até o dia 10, quando se desliga para se dedicar à pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul. Ele fez um balanço positivo de sua gestão e disse sair com a sensação de "dever cumprido". O ministro esteve hoje na 33ª Caravana da Anistia, em São Paulo.
 
Ainda sobre o PNDH3, Genro ressaltou que a decisão caberá ao presidente Lula. "Ele mediará a questão, mas o PNDH 3 não será revogado, o que pode acontecer é que ele seja adaptado conceitualmente a uma questão. E o Nelson Jobim não é contra o PNDH. Ele fez algumas observações, temos que encarar isso com naturalidade. Num governo plural, há visões diferentes sobre a justiça de transição e sobre como cumprir esta justiça."

Segundo Genro, ele não sugeriu nomes para substituí-lo no ministério. "Só disse apenas que os dois nomes seriam absolutamente compatíveis com o exercício da função e não omiti juízos de opinião sobre nenhum dos dois. Ministro não tem o direito de recomendar ao presidente quem deve substituí-lo, ele pode apenas opinar caso solicitado", completou.

Os nomes cogitados são o do atual secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto e o do deputado José Eduardo Cardoso (PT-SP).



Edição: Lana Cristina  


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