sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Agência Brasil - Câmara tem agenda cheia na primeira semana de dezembro - Direito Público

 
30 de Novembro de 2008 - 18h09 - Última modificação em 30 de Novembro de 2008 - 18h09


Câmara tem agenda cheia na primeira semana de dezembro

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Na primeira semana de dezembro, a Câmara dos Deputados programou cinco sessões deliberativas (de votações) de plenário para apreciação de medidas provisórias e dos destaques que visam alterar a proposta de emenda à Constituição (PEC 511) de mudança do rito de tramitação das medidas provisórias. As sessões começam na tarde de amanhã (1º) e vão até quinta-feira (4).

A primeira matéria a ser votada é a MP 440, que reajusta o salário de servidores públicos civis de várias carreiras consideradas típicas de Estado.

A MP já foi aprovada pela Câmara, mas na votação do Senado recebeu duas emendas e, por isso, depende de nova votação dos deputados.

Para iniciar as votações, o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), convocou sessão para às 16 horas de amanhã.

Mas para votar essa MP e outras propostas que estão na pauta, os partidos da base governista terão que vencer a obstrução que deve ser feita pelos partidos de oposição para tentar impedir a votação da reforma tributária neste ano. A oposição promete usar todos os dispositivos regimentais para obstruir as votações da Câmara.

Vencida a obstrução e concluída a votação da MP 440, os governistas devem enfrentar novas obstruções ou nas votações das emendas do Senado à MP 441, que concede reajustes diferenciados a cerca de 380 mil servidores civis, de 40 carreiras do serviço público federal.

Também podem ocorrer obstruções nas votações dos destaques à PEC 511. Porque a MP, embora tenha sido alterada pelo Senado até a última sexta-feira (28), ela não havia sido ainda encaminhada à Câmara. Ao chegar à Câmara a MP passa a trancar a pauta e ocupar o primeiro lugar na ordem de votações.

Votadas as MP e os destaques que visam alterar o texto da PEC que muda o rito de tramitação das medidas provisórias, os líderes dos partidos aliados do governo vão insistir em colocar em votação a proposta de emenda à Constituição da reforma tributária.

A oposição insiste que a reforma tributária deve ser melhor discutida e só votada no ano que vem, até mesmo em função da crise econômica e financeira mundial.

Chinaglia prometeu aos líderes da base governista continuar trabalhando junto aos líderes da oposição à busca de entendimento para a votação da reforma tributária.

Na terça-feira (2), líderes do governo e da oposição fazem mais uma reunião para tentar acordo para votação, pelo menos do texto principal da reforma tributária, deixando para o ano que vem a votação das emendas e destaques que visam alterar a proposta.

Enquanto os embates em plenário vão ocorrer por causa da votação da reforma tributária, a Comissão Mista de Planos e Orçamento marcou 11 reuniões para esta semana com o proposito de votar os relatórios setoriais do Orçamento para o ano que vem.

A aprovação desses relatórios é importante para permitir que o relator-geral do Orçamento, senador Delcídio Amaral (PT-MS), elabore o relatório final da proposta orçamentária para 2009.




 


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