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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Agência Brasil - CNBB vai ao Supremo e reforça posição contrária à interrupção da gravidez de anencéfalo - Direito Público

 
26 de Fevereiro de 2009 - 20h29 - Última modificação em 26 de Fevereiro de 2009 - 23h28


CNBB vai ao Supremo e reforça posição contrária à interrupção da gravidez de anencéfalo

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Wilson Dias/ABr
Brasília - O assessor da Comissão Vida e Família da CNBB, padre Luiz Antonio Bento, vai ao Supremo Tribunal Federal entregar à ministra Carmen Lúcia Antunes publicação sobre abortos de fetos anencéfalosBrasília - O assessor da Comissão Vida e Família da CNBB, padre Luiz Antonio Bento, vai ao Supremo Tribunal Federal entregar à ministra Carmen Lúcia Antunes publicação sobre abortos de fetos anencéfalos
Brasília - Representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reforçaram hoje (26), durante encontro com a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, argumentos contra a permissão de interrupção de gravidez em casos de anencefalia (ausência parcial ou total do cérebro) do feto. O grupo entregou um memorial com os argumentos apresentados pela entidade durante audiências públicas realizadas pelo STF em 2008.

O Tribunal deve julgar ainda este ano uma ação apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS) com o objetivo de isentar de pena a gestante que fizer aborto quando for comprovada a anencefalia do feto.

O padre Luiz Antônio Bento, da Comissão de Bioética da CNBB, defendeu o início da vida na concepção e o direito à dignidade do feto anencéfalo. “A criança, mesmo com anencefalia, não perde a sua dignidade, é um ser humano, é como se fosse um paciente que precisa de cuidados”, comparou.

O padre afirmou que a defesa da continuidade da gestação não significa que a CNBB seja insensível ao sofrimento da mãe. “Mas o sofrimento de um não pode ser motivo para a eliminação da vida de outro. A grande responsabilidade, sobretudo da política sanitária, é dar à mãe e à criança as condições médicas, sanitárias, psicológicas e sociais para que essa criança possa ter o direito de vir ao mundo e viver por quanto tempo de vida lhe for concedido”, argumentou.

A professora Lenise Garcia, do Instituto de Biologia da Universidade de Brasília (UnB), que também foi recebida pela ministra Cármen Lúcia, citou o caso da menina Marcela Ferreira, diagnosticada com anencefalia e que viveu 1 ano e 8 meses, para reforçar a argumentação da CNBB.

“Não faz sentido nenhum a comparação entre um anencéfalo e uma pessoa em morte cerebral, porque a criança anencéfala respira espontaneamente, e temos casos de sobrevida, como o caso da menina Marcela”.

Na avaliação da professora, a sociedade tem a obrigação de proteger “aqueles que são mais limitados”. A CNBB pretende apresentar o documento a todos os ministros do STF, inclusive ao relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello.

De acordo com a professora Lenise Garcia, uma ação movida por parlamentares pode modificar o andamento do processo.

“Houve uma representação por parte de alguns deputados à PGR [Procuradoria Geral da República] pedindo a impugnação do ministro Marco Aurélio Mello como relator desse processo porque ele adiantou seu voto, já se declarou a favor [da interrupção da gravidez]”, comentou.


 


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Agência Brasil - Justiça do Trabalho suspende demissões na Embraer - Direito Público

 
27 de Fevereiro de 2009 - 12h08 - Última modificação em 27 de Fevereiro de 2009 - 12h11


Justiça do Trabalho suspende demissões na Embraer

Maria Eugênia Castilho
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas, desembargador Luís Carlos Cândido Martins Sotero da Silva, concedeu na manhã de hoje (27) liminar que suspende até a próxima quinta-feira (5) as 4,2 mil demissões na Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). Os funcionários foram demitidos no dia 19 de fevereiro.

Na ação, as entidades sindicais argumentam que a Embraer ignorou os sindicatos e não estabeleceu nenhum tipo de negociação antes de oficializar a demissão em massa. Outro argumento usado é que a Embraer é uma empresa com alto índice de lucratividade, que não precisaria das demissões para enfrentar eventuais crises financeiras.

O Ministério Público do Trabalho agendou para a próxima segunda-feira (2) uma audiência de conciliação entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a Embraer. A audiência, marcada para as 10h, é uma resposta à representação impetrada pelo sindicato para pedir que as demissões da Embraer sejam anuladas.



 


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Agência Brasil - Quarenta e cinco famílias de vítimas do acidente com avião da Gol vão receber indenização - Direito Público

 
27 de Fevereiro de 2009 - 12h54 - Última modificação em 27 de Fevereiro de 2009 - 12h56


Quarenta e cinco famílias de vítimas do acidente com avião da Gol vão receber indenização

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Quarenta e cinco famílias de vítimas do acidente com o vôo 1907 da Gol conseguiram fechar um acordo para receber indenização no valor total de R$ 46 milhões, segundo informações da assessoria de imprensa do escritório de advocacia Leonardo Amarante Advogados Associados, que cuida do caso.

Sete famílias já receberam indenizações, no início de fevereiro, que totalizaram R$ 11 milhões. O restante aguarda a assinatura e a homologação do acordo pela Justiça. O valor da indenização para cada família varia de acordo com fatores como expectativa de vida da vítima, papel que ela tinha na família e o valor do seu salário.

De acordo com a Gol, parentes de 106 passageiros já fecharam acordo para receber indenização. A pedido das próprias famílias, a empresa aérea não divulga o valor das indenizações.

No total, 154 pessoas morreram no acidente, ocorrido em Mato Grosso no dia 29 de setembro de 2006. O Boeing da Gol caiu depois de se chocar com um jato Legacy.


 



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