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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Agência Brasil - Defesa de Lula e Dilma afirma que encontro de prefeitos não teve fim eleitoreiro - Direito Público

 
27 de Fevereiro de 2009 - 20h53 - Última modificação em 27 de Fevereiro de 2009 - 22h53


Defesa de Lula e Dilma afirma que encontro de prefeitos não teve fim eleitoreiro

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilmar Rousseff, nas representações feitas pelo PSDB e DEM, negou que o encontro de prefeitos, realizado neste mês, em Brasília, teve objetivo eleitoreiro  e afirmou que o propósito foi o de estreitar as relações entre o governo federal e os novos prefeitos. O documento, elaborado pela Advocacia-Geral da União (AGU),  foi encaminhado hoje (27) à noite ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ao afirmar que o encontro não teve nenhum fim eleitoreiro, a defesa informou que a ministra-chefe da Casa Civil limitou-se a falar sobre programas governamentais inseridos nas atribuições de sua pasta. “O Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas, portanto, não foi de um partido ou de partidos ditos governistas, mas, sim, foi um evento institucional e suprapartidário. A reunião de trabalho contou com a participação de todos os partidos políticos com representação no Executivo municipal”, disse a defesa da AGU.

A AGU também argumentou que “outra conclusão não é cabível senão a de que o encontro de prefeitos não ostentou nenhuma conotação político-eleitoral, não tendo sido utilizado como plataforma para as próximas eleições presidenciais”. A defesa também argumentou que o discurso do presidente Lula não configura propaganda eleitoral.

“Da leitura das declarações atribuídas ao presidente da República é claramente perceptível que não se trata em momento nenhum de propaganda eleitoral. Não há sequer evidência ou mesmo indício razoável de direcionamento das declarações à ministra-chefe da Casa Civil, muito menos de finalidade eleitoreira”, afirma a defesa.

Em outro ponto da defesa, a AGU argumentou que não há margem interpretativa diante das “circunstâncias concretas” para o reconhecimento da existência de propaganda antecipada. “Aliás, o fato da ministra-chefe não ser sequer pré-candidata a qualquer cargo eletivo reforça essa intelecção. Impostante lembrar mais uma vez que as convenções partidárias para a escolha dos candidatos somente ocorrerão em junho de 2010”.

A AGU pede, ao final da defesa, que seja acolhida a preliminar de inépcia da petição inicial (representação dos partidos de oposição), extinguindo-se o feito sem resolução do mérito e caso não seja acolhida a preliminar, que seja reconhecida a ilegitimidade passiva do presidente da República e da ministra.

O PSDB e o DEM entraram com representação no TSE alegando que a ministra Dilma e o presidente Lula fizeram propaganda eleitoral antecipada no Encontro Nacional de Prefeitos, realizado nos dias 10 e 11 de fevereiro, em Brasília. Os partidos também pedem o pagamento de multa.



 


Agência Brasil - Defesa de Lula e Dilma afirma que encontro de prefeitos não teve fim eleitoreiro - Direito Público

 



 

 

 

 

Agência Brasil - Novo presidente do TST defende negociação e desoneração da folha em tempos de crise - Direito Público

 
28 de Fevereiro de 2009 - 15h28 - Última modificação em 28 de Fevereiro de 2009 - 15h28


Novo presidente do TST defende negociação e desoneração da folha em tempos de crise

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Tomará posse segunda-feira (2) na presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST) o paulista Milton de Moura França, 67 anos. O ministro, que está no Tribunal desde 1996, poderá enfrentar o período mais crítico das relações de trabalho no Brasil desde a estabilidade econômica dos anos 1990. Só nos últimos meses de dezembro e janeiro, o Ministério do Trabalho e Emprego registrou um saldo de mais de 750 mil postos de trabalho fechados.

No cenário de crise, o risco é que aumentem os contenciosos entre capital e força de trabalho e cresça o número de disputas judiciais, que acabam no TST. “Não temos como trabalhar mais. Já estamos no limite do suportável”, alertou o novo presidente do Tribunal, que teme “uma avalanche de processos”. Segundo estatísticas da Corte, mais de 223 mil processos foram julgados em 2008. Durante todo o ano, 186 mil processos novos foram abertos (13% a mais do que 2007). Só Moura França, então na condição de vice-presidente do TST, despachou mais de 14 mil recursos extraordinários.

“A Justiça está abarrotada de processos, não há como dar vazão a esse número imenso”, reclamou. A receita prescrita pelo novo presidente do TST para que toda a Justiça Trabalhista não fique tão congestionada é que haja mais solução extrajudicial, como acordos coletivos e arbitragens entre patrões e empregados. Em sua ótica, os problemas contratuais decorrentes da crise devem ser resolvidos por meio de negociação coletiva antes de se tornarem processos judiciais. “Eu vou dar prioridade para a negociação coletiva”, anunciou.

“O desemprego é a pior coisa que pode acontecer para o empregado. Tenho certeza de que as entidades sindicais são sensíveis a isto, basta sentar à mesa e negociar”, disse Moura França, que defende o diálogo entre as entidades patronais e de trabalhadores mas, sobretudo, a negociação direta entre sindicatos e empresas.

Moura França defendeu que, além da negociação coletiva, o governo e o Congresso Nacional criem legislação provisória para evitar demissões. “Não está se propondo redução ou eliminação de direitos”, esclareceu. Ele mesmo, no entanto, questionou: “Será que a rigidez que nós pretendemos, que existe na legislação, é compatível com essa realidade? No meu modo de entender, acho que temos que encontrar soluções que amenizem o problema, com a preservação do emprego, ainda que temporariamente”.

As saídas previstas pelo ministro para enfrentar a crise e problemas estruturais passam pelo caminho das reformas – especialmente a tributária, além da trabalhista e sindical, há mais de dez anos em discussão. Moura França crê que o corte de impostos possibilite a manutenção de postos de trabalho. “Compete aos Poderes Executivo e Legislativo uma legislação de emergência que possa desonerar a folha de pagamento para que seja mantido o emprego”, defendeu. Na visão de Moura França, é possível que a reforma tributária tenha “como contrapartida a estabilidade dos postos de trabalho, a formalização das ocupações e a melhoria da renda assalariada”.

“Se a folha de pagamento, e essa é a grande briga dos empresários, é pesada, por que não retirar uma parte desses encargos e transferir para outros segmentos produtivos ou de consumo?”, perguntou o ministro, acreditando que União, estados e municípios possam abrir mão de parte da arrecadação e reorganizar os tributos. “O Estado existe para buscar a felicidade dos que vivem nesta terra”, disse o novo presidente do TST, ministro Milton de Moura França.



 


Agência Brasil - Novo presidente do TST defende negociação e desoneração da folha em tempos de crise - Direito Público

 



 

 

 

 

Agência Brasil - Justiça Federal determina que INSS volte a fornecer próteses a segurados com deficiência - Direito Público

 
28 de Fevereiro de 2009 - 16h04 - Última modificação em 28 de Fevereiro de 2009 - 16h11


Justiça Federal determina que INSS volte a fornecer próteses a segurados com deficiência

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Uma decisão da 1ª Vara da Justiça Federal determinou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) retome o fornecimento de próteses e órteses aos segurados com deficiência física. A sentença confirmou uma liminar de março de 2007, e foi motivada por uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal da Bahia.

Depois de avaliar as alegações do Ministério Público, o juiz federal da 13ª Vara Cível da Bahia Carlos D'Ávila Teixeira determinou que o INSS volte a fornecer aos segurados, inclusive aos aposentados com deficiência física, órteses, próteses ou qualquer outro equipamento necessário para locomoção em prazo máximo de 30 dias.

De acordo com a assessoria de comunicação da Procuradoria da República na Bahia, o INSS também está obrigado a fazer a manutenção regular e a substituição dos equipamentos. A sentença também determina que o órgão convoque publicamente os beneficiários por meio de editais em jornais de grande circulação em cada estado, sob pena de multa diária de R$ 500.

O procurador da República Sidney Madruga, autor da ação, proposta em 2006, instaurou um procedimento administrativo para investigar o caso após a representação de um grupo de aposentados que foram prejudicados pela suspensão do benefício.



 


Agência Brasil - Justiça Federal determina que INSS volte a fornecer próteses a segurados com deficiência - Direito Público