26 de Novembro de 2008 - 20h33 - Última modificação em 26 de Novembro de 2008 - 20h33
Conselho de Ética adia para a próxima semana votação do processo contra Paulo Pereira
Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Conselho de Ética da Câmara adiou para a próxima semana a votação do parecer do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que propõe a cassação do mandato do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, por quebra de decoro parlamentar. O deputado é acusado de fazer parte de esquema fraudulento de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O adiamento da votação se deu porque a deputada Solange Amaral (DEM-RJ) pediu vistas do parecer do relator para melhor analisá-lo antes de votar a matéria. De acordo com Paulo Piau, o adiamento não deve prejudicar a votação e “pode até possibilitar aos deputados do Conselho de Ética tomarem conhecimento mais detalhado dos documentos citados no parecer e que levaram a conclusão que o deputado paulista feriu o decoro parlamentar”.
Durante a discussão do parecer do relator, parte dos deputados defendeu a absolvição de Paulo Pereira alegando que não é possível concluir, a partir do documento, que o parlamentar quebrou o decoro. Segundo eles, não há elementos para a cassação do mandato do deputado Paulo Pereira. Dos 11 deputados que discutiram o parecer, quatro defenderam a posição do relator, outros quatro ficaram contra o pedido de cassação e três afirmaram que não tinham condições de definir o voto na sessão de hoje.
O relator Paulo Piau informou que, embora não tendo conseguido ouvir todas as testemunhas, aprofundou seu trabalho no exame do material da Operação Santa Teresa da Polícia Federal que foi encaminhado ao conselho pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Esse material foi suficiente para a gente perceber que o esquema existia e que houve a participação do deputado Paulo Pereira da Silva e, por isso, nosso voto pelo pedido de cassação”.
Paulo Piau disse que sua convicção acerca do envolvimento do deputado Paulo Pereira no esquema veio da análise dos documentos e de apurações feitas por ele mesmo. “Não tenho dúvidas da sua relação, sabendo e não fez nada. Sabendo e apoiando. Ou sabendo, apoiando e se beneficiando do processo”, afirmou o relator.
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