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sábado, 22 de agosto de 2009

Agência Brasil - Cidade no Entorno do Distrito Federal atrai projetos do Minha Casa, Minha Vida - Direito Público

 
22 de Agosto de 2009 - 12h15 - Última modificação em 22 de Agosto de 2009 - 12h33


Cidade no Entorno do Distrito Federal atrai projetos do Minha Casa, Minha Vida

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Empresas construtoras viram no município goiano de Águas Lindas, a 47 quilômetros de Brasília, uma oportunidade de investimento, principalmente na construção de moradia para a população com renda acima de três salários mínimos por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.

A cidade do Entorno do Distrito Federal, com 240 mil habitantes, é o lugar em que trabalhadores encontram preços mais acessíveis para comprar a casa própria e morar próximo ao Distrito Federal, onde muitos trabalham.

Enquanto as construtoras apostam nessa faixa de renda, quem precisa de mais subsídios do governo para conseguir a casa própria ainda terá que esperar. Esse é o caso da atendente de hospital Gerusa Pereira Aires, 30 anos, casada. Ela sonha em sair do aluguel e ter uma casa em Águas Lindas, mas com o ganho de um salário mínimo por mês, “o jeito é esperar”.

Segundo o secretário de Habitação da cidade, Henrique Souza Ferreira, atualmente cerca de 30 empresas, em geral pequenas, investem na construção de casas populares, geralmente para a população de faixa de renda a partir de três salários.

Ele adverte, porém, que a participação da prefeitura no programa, com doação de terrenos, ainda vai levar mais tempo. Ele afirmou que está sendo feita a seleção de áreas e provavelmente em 2010 comecem as primeiras construções.

Ferreira informou que a expectativa do governo de Goiás é de construir 2 mil casas para a população de baixa renda, entretanto ele considera essa meta difícil por causa da escassez de terrenos disponíveis na cidade.

O secretário destaca que, por meio do programa, as casas não podem ser construídas em qualquer lugar da cidade e já devem ser feitas em conjunto com a infraestrutura. Um exemplo é a construção de um bairro residencial, que terá mil casas.

Segundo o engenheiro Lázaro Silva, responsável pelo empreendimento, a construtora primeiramente fez um teste de demanda na cidade: construiu 50 residências e vendeu tudo. Depois disso, comprou mais terrenos, enviou o projeto à Caixa para aprovação e entregará 500 casas até o fim deste ano. O restante ficará pronto em dezembro de 2010.

Atualmente, o setor é um grande canteiro de obras, com várias casas de dois e três quartos, com 50,43 e 64,22 metros quadrados, construídas ao mesmo tempo. De acordo com Silva, o projeto prevê a entrega do setor com escola, postos de saúde e policial. Essas casas custam de R$ 52 mil a R$ 64 mil, em média, segundo o engenheiro.

Por outro lado, quem já tinha sido atendido com projetos de doação de lotes na cidade, antes do novo programa habitacional, agora enfrenta o problema de conseguir melhorias nos bairros. Esse é o caso do Jardim 6, que não tem asfalto e onde as pessoas precisam andar pelo menos 800 metros para chegar ao ponto de ônibus.

Segundo o secretário, o setor será reavaliado em conjunto com a Caixa, pois "a política e os recursos são do governo federal”. O primeiro passo para a melhoria do setor foi a instalação, pela companhia de energia, de kits de aquecedor solar.

Com essa iniciativa, o aposentado Vandeir Manuel da Silva, 63 anos, espera receber uma conta menor de energia elétrica na casa onde mora com a mulher, um filho e três netos. Ele conta que os terrenos foram doados, e os moradores se reuniram em cooperativa para construir as casas. “Trabalhei muito. Ajudei a erguer muitas casas”, disse em frente à sua casa, ainda com partes sem reboco.



Edição: Tereza Barbosa  


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