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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Agência Brasil - Decisão de Mercadante não apaga crise no PT, afirma Marina Silva - Direito Público

 
21 de Agosto de 2009 - 13h25 - Última modificação em 21 de Agosto de 2009 - 13h54


Decisão de Mercadante não apaga crise no PT, afirma Marina Silva

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Antônio Cruz/ABr
Brasília - A senadora Marina Silva discursa em plenário depois de Aloizio Mercadante anunciar que permanece na liderança do PTBrasília - A senadora Marina Silva discursa em plenário depois de Aloizio Mercadante anunciar que permanece na liderança do PT
Brasília - A decisão do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) de permanecer na liderança do partido repercutiu entre os senadores. Para Marina Silva, a decisão não apaga a crise que a bancada do partido no Senado vem enfrentando.

“O PT tem uma grave confusão entre partido e governabilidade. E entre governabilidade legítima e a qualquer custo. E isso não é bom para a democracia”, disse. “Todos os partidos têm problemas, mas o PT tem essa trajetória que não pode ser renegada”, completou.

Mercadante decidiu permanecer na liderança do partido depois de uma semana de indefinição. Na quarta-feira (19) havia dito que sairia. Depois, que ficaria. Ontem (20) disse que sairia em caráter “irrevogável”.

Hoje (21), anunciou a permanência no cargo. A vontade de sair da liderança da legenda se deu depois que a bancada petista no Conselho de Ética cumpriu a determinação do partido e, contra a vontade de Mercadante, ajudou a arquivar todas as representações contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

“Coitado do Mercadante, até o irrevogável é revogável”, comentou o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) em sua página do Twitter.

O presidente do PT, Ricardo Berzoini, também usou a ferramenta na internet para comentar o assunto. “Mercadante anunciou que fica na liderança do PT no Senado. Correto. A conversa com Lula e comigo ontem foi franca e objetiva”, disse fazendo referência ao encontro que os três tiveram ontem à noite no Palácio da Alvorada para tratar do assunto.

"As lutas que teremos pela frente são muito maiores que esse episódio. E as divergências devem ser debatidas democraticamente no partido. Afinal, nós que há 30 anos construímos o PT, não devemos tratar cada episódio como se fosse o definidor das nossas vidas”, completou.

Mercadante leu em plenário carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo para que ele ficasse no cargo. “Agora ele vai se enquadrar no discurso do Lula”, disse Pedro Simon (PMDB-RS).

Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a decisão de Mercadante prova que ele “é um líder meio sonâmbulo no Senado”. E declarou que o Senado virou um “anexo do Palácio de Planalto”.




Edição: Talita Cavalcante  



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