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domingo, 16 de agosto de 2009

Agência Brasil - Descoberta de novos atos secretos repercute entre senadores - Direito Público

 
13 de Agosto de 2009 - 19h04 - Última modificação em 14 de Agosto de 2009 - 07h38


Descoberta de novos atos secretos repercute entre senadores

Ivan Richard e Iolando Lourenço
Repórteres da Agência Brasil

 
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Brasília - O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou hoje (13) que o surgimento de mais 468 atos secretos pode ser uma manobra para que ninguém seja punido. Senadores do PMDB, partido do presidente da Casa, José Sarney (AP), pediram, entretanto, investigação dura para descobrir de quem é a responsabilidade sobre esses atos que não tiveram a devida publicação.

Arthur Virgílio disse que estranhou o fato de todo os atos secretos divulgados ontem (12) serem da época em que Antonio Carlos Magalhães, já falecido, presidiu o Senado. “Temo que possa ser uma manobra para embaralhar um quadro que já está muito confuso”, afirmou o líder tucano. “Quando há conflito, brigam 40 de cada lado, com duas mortes, e acaba não sendo condenado ninguém. É uma tática ruim, típica de culpados.”

Ex-presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) cobrou uma investigação firme. “Essa apuração precisa prosseguir. Sei do empenho do senador Heráclito Fortes [primeiro-secretário], mas precisa ser uma apuração para valer. Não se pode ter tantos desdobramentos, como está acontecendo, depois que se considera encerrada uma apuração”, ressaltou.

Para Wellington Salgado (PMDB-MG), a existência de atos secretos é reflexo da “crise administrativa” no Senado. “Desde que começou essa crise, digo que ela é administrativa. No dia em que fui pedir atas das reuniões da Mesa Diretora, e elas não existiam, vi que estava tudo errado nessa Casa”, afirmou o senador, que defendeu uma revolução ética e administrativa na instituição. Sobre o envolvimento do falecido senador baiano com a edição de atos secretos, Salgado ironizou: "Para falar com ele [ACM] , vai ter que jogar búzios na Bahia. Isso é covardia.”

Álvaro Dias (PSDB-PR) acredita que que ainda podem surgir informações sobre outros atos secretos. “Fica comprovado que era uma prática usual, uma irresponsabilidade, ausência de transparência e descumprimento da lei. É tanto ato secreto que fica difícil, em um espaço de tempo curto, revelar todos. A fundação [Getulio Vargas, contatada para fazer uma auditoria no Senado] não teve tempo suficiente para investigar tudo”, observou.



Edição: Nádia Franco  


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