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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Agência Brasil - Diretor da Antaq diz que falta orçamento para concluir projetos de hidrovias no Centro-Oeste - Direito Público

 
11 de Agosto de 2009 - 15h38 - Última modificação em 11 de Agosto de 2009 - 16h09


Diretor da Antaq diz que falta orçamento para concluir projetos de hidrovias no Centro-Oeste

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

 
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Gervásio Baptista/ABr
Brasília - O diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Antônio Brito Fialho, participa de seminário sobre as perspectivas de desenvolvimento da Hidrovia do Tocantins-AraguaiaBrasília - O diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Antônio Brito Fialho, participa de seminário sobre as perspectivas de desenvolvimento da Hidrovia do Tocantins-Araguaia
Brasília - A falta de orçamento é o principal entrave para a construção das eclusas que irão permitir o escoamento da produção do Centro-Oeste brasileiro por meio de hidrovias. Este foi um dos assuntos debatidos hoje (11) no seminário Perspectivas para o Desenvolvimento da Hidrovia do Tocantins-Araguaia, promovido pelo Ministério dos Transportes.

De acordo com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Antônio Fialho, falta dinheiro para tocar as obras de segunda eclusa do complexo – a primeira é a de Tucuruí e está com previsão de entrega para março do próximo ano.

“Nós temos que trabalhar pela questão orçamentária para que tenhamos as eclusas de Lajeado e Estreito. Lajeado está com a obra paralisada por falta de recursos. Nós estamos trabalhando para conseguir colocar orçamento. Se a gente conseguir aumentar a dotação orçamentária, a gente consegue dar seguimento às obras”, explicou Fialho.

A eclusa de Estreito fica entre Lajeado e Tucuruí e está em fase de projeto ainda. Quando concluídas as eclusas, elas aumentarão de 700 quilômetros para 2,2 mil quilômetros o trecho navegável, ampliando de 5 milhões de toneladas para mais de 30 milhões a capacidade de transporte de carga pelo rio.

Dessa forma, a produção agrícola da região poderá seguir para exportação pelo Porto de Vila do Conde, no Pará. “O PNLT [Plano Nacional de Logística e Transportes] projeta 29% de transporte aquaviário para o país em 2025. Isso só vai acontecer se a gente começar agora”, avalia Fialho.

O gerente de Projeto Eletromecânico de Eclusas da Eletronorte, Carmo Gonçalves, concorda com Fialho. Segundo ele, o Congresso precisará compreender a importância das hidrovias quando for votar o Orçamento Geral da União, no fim deste ano. “Precisa fazer um trabalho junto ao Senado e à Câmara, que o orçamento precisa ser liberado. Porque nós temos R$ 27 bilhões de orçamento em manutenção e recuperação de rodovias. E nós precisamos de ferrovias, que não podem ser esquecidas, e hidrovias”, afirmou.

O orçamento previsto para executar as eclusas do Rio Tocantins é de R$ 2 bilhões. Para executar essas eclusas e mais a ampliação da Paraná-Tietê e a construção da Teles Pires-Tapajós, o investimento será de R$ 16 bilhões.

Segundo Gonçalves, a hidrovia do Rio Tocantins vai permitir a passagem de comboios de 19.100 toneladas, o que equivale a mais de 700 carretas ou 190 vagões de trem. “O custo é muito inferior, com manutenção muito mais barata que as rodovias”, alegou.


Edição: Lana Cristina  


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