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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Agência Brasil - Especialistas acreditam que medidas adotadas no Rio foram acertadas - Direito Público

 
12 de Agosto de 2009 - 06h11 - Última modificação em 12 de Agosto de 2009 - 10h30


Especialistas acreditam que medidas adotadas no Rio foram acertadas

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Especialistas ouvidos pela Agência Brasil acreditam que as medidas adotadas pelas autoridades sanitárias para conter a influenza A (H1N1) - gripe suína no Rio de Janeiro foram acertadas. Apesar disso, eles mostram ceticismo em relação a pontos específicos das políticas dessas mesmas autoridades.

O chefe do Departamento de Virologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Davis Ferreira, explica, por exemplo, que a decisão de criar tendas específicas para cuidar de pacientes com suspeita da doença, isolando-os de outros pacientes, foi bem pensada. Uma vez que a gripe é doença contagiosa, a melhor forma de impedir a propagação do vírus é evitando o contato dos infectados com outras pessoas.

Apesar disso, ele mostra dúvidas em relação à eficácia de serviços como o Disque-Gripe das secretarias Municipal e Estadual de Saúde, que tem por objetivo funcionar como uma espécie de triagem para os pacientes, sem que precisem ir ao médico.

O especialista também questiona a prorrogação das férias das escolas públicas e de algumas particulares no Rio. “Não são dez dias ou 15 que farão diminuir a transmissão. Mesmo porque essas crianças e adolescentes que estão em casa vão para o cinema, vão para shopping e a transmissão vai continuar acontecendo”, disse Ferreira.

O coordenador da Comissão de Saúde Pública do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), Pablo Vazquez, destacou a competência com que as autoridades sanitárias fluminenses lidaram com a influenza A (H1N1) - gripe suína até agora. Mas ele chama a atenção para a “precariedade” dos serviços públicos de saúde, que demonstram a falta de investimentos em períodos anteriores ao da epidemia.

“Apesar de, infelizmente, os gestores principais não destinarem à saúde as verbas que os outros países destinam, as autoridades conseguiram frear ao máximo o impacto dessa epidemia na nossa população”, afirmou Vazquez.

Edição: Graça Adjuto  



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