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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Agência Brasil - Retirada de famílias de sem-teto causa tumulto em São Paulo - Direito Público

 
24 de Agosto de 2009 - 11h47 - Última modificação em 24 de Agosto de 2009 - 13h26


Retirada de famílias de sem-teto causa tumulto em São Paulo

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A retirada de cerca de 800 famílias de sem-teto de uma área invadida há dois anos na região do bairro de Capão Redondo, na zona sul da cidade de São Paulo, resultou em tumulto na manhã de hoje (24). Moradores dos barracos erguidos no local resistiram e acabaram entrando em confronto com homens da Polícia Militar.

Segundo a PM, um soldado foi atropelado por uma moto e foi levado para o hospital, onde permanece com estado de saúde estável. O motociclista que atropelou o policial foi detido.

Ainda era de madrugada quando começou a ser executada a ordem judicial de reintegração de posse com acompanhamento de homens da PM. Na tentativa de impedir a expulsão, alguns moradores amontoaram pedaços de madeiras e outros objetos em um dos pontos de entrada da comunidade e atearam fogo, que se alastrou para alguns barracos.

Para conter os manifestantes coordenados pela Frente de Luta por Moradia (FLM), a ação recebeu reforço de policial da 3ª Companhia do 37º Batalhão de Polícia Militar, com apoio da Tropa de Choque e do Corpo de Bombeiros. Os policiais chegaram a usar gás de pimenta e bombas de efeito moral.

Por volta das 9h30, os móveis e outros pertences dos sem-teto começaram a ser levados para caminhões da prefeitura para serem transportados para abrigos públicos municipais ou casa de parentes. Máquinas retroescavadeiras derrubam os barracos num trabalho que deve se terminar até o final da tarde de hoje, ou amanhã pela manhã.

Em entrevista ao repórter Gustavo Minari, da TV Brasil,o advogado do dono do terreno, Daniel Goes, disse que desde 2007 ele vem lutando na Justiça para receber o imóvel de volta. Nesse período, ele participou de várias reuniões com os líderes dos sem-teto, buscando a desocupação voluntária.

A área de 14 mil metros quadrados pertence à Viação Campo Limpo, empresa de transporte coletivo que atua naquela região. Os moradores, por sua vez, queixam-se de não terem sido avisados da decisão judicial.



Edição: Tereza Babrosa // Matéria alterada para acrescentar informações  


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