28 de Janeiro de 2009 - 12h56 - Última modificação em 28 de Janeiro de 2009 - 13h28
Deputado do RJ expulso do PT vai recorrer da decisão
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O deputado estadual Jorge Babu (PT-RJ) informou hoje de manhã (28), por meio de sua assessoria de imprensa, que vai entrar nos próximos dias com um recurso no Partido dos Trabalhadores contra sua expulsão. A decisão de desligá-lo da sigla foi tomada, na última segunda-feira (26), pela Executiva Nacional do PT, por causa de seu envolvimento em vários escândalos, incluindo uma possível ligação com milícias que atuam na zona oeste do Rio de Janeiro.
Ainda de acordo com sua assessoria de imprensa, o recurso está sendo preparado por seus advogados.
O presidente do diretório regional do PT no Rio, Alberto Cantalice, informou que até esta manhã não havia sido comunicado da decisão do Diretório Nacional.
O deputado estadual, Marcelo Freixo (P-SOL), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), preferiu não comentar a expulsão de Jorge Babu. Ele disse apenas que, embora tenha sido investigado e ouvido pela comissão, Babu não foi indiciado pela CPI “porque não foram encontrados elementos concretos que apontassem essa ligação”.
Já o Ministério Público Estadual acusa o deputado dos crimes de formação de quadrilha e extorsão. De acordo com a denúncia, o grupo paramilitar chefiado por Babu agiria desde o final de 2005, cobrando por serviços de “proteção” a moradores e comerciantes de comunidades da zona oeste e impondo o monopólio na venda de gás e na distribuição clandestina de TV a cabo, conhecida como "gatonet". A denúncia foi aceita este mês pela Justiça.
O parlamentar, que é policial civil licenciado, estava suspenso do partido desde setembro, quando teve início o processo contra ele aberto pela direção do PT no Rio. Ele nega todas as acusações de ligação com grupos paramilitares.
Babu foi eleito vereador em 2000, pelo PT, e reeleito em 2004. No mesmo ano, foi preso em flagrante por participar de uma rinha de galo. Por esse motivo, chegou a ficar 45 dias suspenso do partido, mas retornou à legenda. Em 2006, disputou uma cadeira na Assembléia Legislativa, elegendo-se deputado estadual.
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