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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Agência Brasil - Para especialistas, relações Brasil-EUA podem ser aprofundadas com novo governo - Direito Internacional

 
21 de Janeiro de 2009 - 06h16 - Última modificação em 21 de Janeiro de 2009 - 06h15


Para especialistas, relações Brasil-EUA podem ser aprofundadas com novo governo

Ivy Farias
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A posse do presidente norte-americano Barack Obama inaugura um novo capítulo nas relações entre o Brasil e os Estados Unidos, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Para Cláudio Couto, professor de ciência política da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e da Fundação Getulio Vargas (FGV), o primeiro momento do governo de Obama será como uma extensão da gestão de George W. Bush.

"O Brasil tem se mostrado um bom líder na América Latina e os EUA precisam de maior diálogo com o restante da América", disse.

De acordo com o professor de relações internacionais da Faculdade Rio Branco, Sérgio Gil, a secretária de Estado de Obama, Hillary Clinton, tem tudo para estreitar as relações entre os dois países. "A própria Hillary deve priorizar o relacionamento com a América Latina", disse.

Para Gil, a maneira como o Brasil tem enfrentado a crise pode destacar o país do bloco latino. "O país é o que está sofrendo menos com a crise financeira internacional".

Ele não descarta a possibilidade de uma visita do novo presidente americano ao Brasil em breve. "Obama é tão inovador que pode vir ao Brasil no começo de seu mandato".

Segundo o coordenador do Núcleo de Análise de Conjuntura Internacional da PUC-SP, Paulo Rezende, o Brasil também é bem visto pelos EUA pelo seu papel no Bric (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China). "A nossa liderança em países emergentes possibilita uma visão diferente do modelo anterior", disse.

O diretor de Negociações Internacionais da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Mario Marconini, afirmou que o foco da questão não é o Brasil. "As relações com o país são ótimas e tendem a continuar assim. O que precisa ocorrer é a melhora da economia americana para que eles continuem comprando nossos produtos".



 


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