2 de Janeiro de 2009 - 10h31 - Última modificação em 2 de Janeiro de 2009 - 10h30
Diversificação de produtos e de compradores blinda exportações do Rio, diz economista
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - As exportações fluminenses, que sempre foram lideradas pelo setor de petróleo, devem sofrer retração no próximo ano, devido à crise internacional. A análise foi feita pelo chefe da Divisão de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Patrick Carvalho.
Em entrevista à Agência Brasil, ele lembrou que o preço do barril de petróleo beirava os US$ 150 há cerca de três meses e agora a cotação oscila entre US$ 45 e US$ 50. “Está um terço do seu valor. Isso vai acabar, sim, afetando o valor das exportações fluminenses”, disse Carvalho.
O economista ressaltou, entretanto, que, apesar da magnitude do setor extrativo mineral, o estado do Rio intensificou nos últimos anos sua pauta de exportações em termos de produtos e de países compradores. “Isso acaba, de certa forma, aumentando a sustentabilidade de todo o processo de desenvolvimento das exportações fluminenses, o que é muito positivo. E a gente percebe que essa pulverização de produtos e países compradores acaba compensando uma eventual queda no preço do petróleo.”
Segundo Patrick Carvalho, muitos investimentos que estão feitos na área extrativa vão aumentar o volume exportado, podendo contribuir, da mesma forma, para compensar a queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Ele avaliou que, assim que a crise mundial começar a ceder, “possivelmente ao final de 2009”, será possível sentir uma reação maior no mercado externo e isso terá impacto sobre o preço do petróleo. “E o Rio de Janeiro tem que estar pronto para atender a demanda que existe. Ela apenas está anestesiada, por conta de todos os eventos que aconteceram na economia mundial.”
Embora reconheça que a crise vai causar retração na demanda internacional, Carvalho analisou que o Rio de Janeiro tem potencial para ampliar as exportações em outros setores, como químico, metalúrgico e de automóveis. “São indústrias de peso, de alto valor agregado, que tendem a continuar crescendo. Vão sofrer um pouco do impacto [da crise], porque o Rio de Janeiro não está isolado do mundo. Mas a economia fluminense tem competitividade e tem se internacionalizado cada vez mais. É um processo lento, mas contínuo”, destacou.
Para se preparar para os desafios da crise, o economista da Firjan indicou que o caminho do país é fazer reformas estruturais e buscar investimentos.
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