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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Agência Brasil - Israel é mais seguro que o Rio de Janeiro, diz brasileiro que mora no país há 12 anos - Direito Público

 
6 de Janeiro de 2009 - 11h21 - Última modificação em 6 de Janeiro de 2009 - 11h21


Israel é mais seguro que o Rio de Janeiro, diz brasileiro que mora no país há 12 anos

Ivy Farias
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O designer Gabriel Paciornik trocou, há 12 anos, Curitiba por Ramat Gan, um bairro ao lado de Tel-Aviv, cidade que é o principal centro econômico de Israel, para cursar a faculdade. "Fiquei em Israel por um conjunto de coisas: trabalho, estudos, qualidade de vida", contou com exclusividade à Agência Brasil graças a um programa de conversas instantâneas. Mesmo estando longe do conflito da Faixa de Gaza, Gabriel sente os impactos em sua região e descreve como está a situação: "As pessoas não estão nas ruas. Todas as instituições de ensino estão fechadas, desde jardins de infância às faculdades. Quem tem criança pequena, tem saído para casas de parentes e amigos fora da região".

Apesar dos riscos das bombas, o designer considera o país que escolheu para viver mais seguro do que o país em que nasceu. "Até nestas épocas de conflito, acho que é mais seguro andar aqui do que no Brasil", explica. Gabriel conta que não tem medo de sair na rua de madrugada e que anda de bicicleta com frequência. "Nunca vi assalto aqui. Nestes termos, Israel é mais seguro que o Rio de Janeiro", diz. "Esta situação (dos ataques) existe há oito anos, a diferença é que somente agora a imprensa noticia", ressalta.

O brasileiro explica que em todo o país existem abrigos com parede dupla de concreto. "Toda vez que é detectada uma bomba, soa um alarme. As pessoas têm de 15 a 30 segundos para ir para o seu abrigo", fala. Segundo Gabriel, todos os prédios construídos desde 1980 têm esses esconderijos. Quem mora em um prédio mais antigo procura os abrigos coletivos, que em época de paz funcionam como centros de convivência e esportes para crianças e adolescentes. "Alguns abrigos são equipados com camas e todas as facilidades para abrigar as pessoas por mais tempo, caso seja necessário", diz.

Até o momento, o fornecimento de luz e água em sua cidade não foi afetado. "Mas o comércio está limitado e os transportes públicos não funcionam. Recomenda-se ficar em casa", comenta. O sistema de telecomunicações de Israel também foi mantido: "As pessoas se ligam quando há bombas, para checar se amigos e familiares estão bem. A internet funciona normalmente".

Correspondente da TV Record no Oriente Médio, o jornalista brasileiro Herbert Moraes mora perto do conflito – a cidade de Sderot, que fica a três quilômetros de Gaza. À Agência Brasil, Moraes afirmou que tem observado os ataques de longe, já que os jornalistas estão proibidos de entrar na região. "Há uma frustração grande dos jornalistas, pois estamos assistindo tudo como quem vê em um telão. Quem está aqui, está acostumado a este tipo de cobertura e sabe se cuidar. Isto é uma censura", acredita.

Para a assessora da presidência da Federação de Entidades Árabes da América (Fearab), Claude Fahd Hajjar, a paz na região não é impossível. "Estes ataques têm interesses econômicos, pois a região é rica em petróleo e gás. O que os governantes precisam decidir é se a paz serve para alguma coisa, se interessa ou não", diz. Hajjar lembra que o Brasil tem um papel de destaque no cenário do Oriente Médio. "O Brasil é simpático à causa árabe desde D. Pedro II. Lula sempre se propôs a ajudar os países da região a buscar a paz", afirma.

Para o presidente executivo da Federação Israelita de São Paulo, Ricardo Berkiensztat, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode colaborar com as negociações em Gaza. "O Brasil é lider do continente sul-americano e o presidente tem a paz como pilar político. A opinião do Brasil é importante, pois o chanceler Osvaldo Aranha votou a favor da criação do Estado de Israel na época de sua criação, nos anos 1940", diz.




 


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