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domingo, 4 de outubro de 2009

Agência Brasil - Comissão brasileira racha e deputados visitam representantes de Micheletti - Direito Internacional

 
2 de Outubro de 2009 - 00h03 - Última modificação em 2 de Outubro de 2009 - 11h09


Comissão brasileira racha e deputados visitam representantes de Micheletti

Roberto Maltchik
Enviado Especial da EBC

 
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Tegucigalpa - Após o encontro de cerca de duas horas com o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, quatro dos seis deputados brasileiros que estão em Tegucigalpa estão reunidos na noite de hoje (1°) com a vice-ministra de Relações Exteriores do governo golpista, Marta Alvarado. A decisão provocou polêmica na comissão de parlamentares que passou o dia na capital de Honduras, conversando com os representantes do Congresso, da sociedade e da Suprema Corte.

Segundo o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), o convite foi feito por um grupo empresarial ligado ao governo golpista. “Isto não representa problema algum porque somos representantes do Congresso. Não representamos o Ministério das Relações Exteriores”, disse Jungmann antes do encontro.

Além de Raul Jungmann, participam da reunião os deputados Maurício Rands (PT-PE), Cláudio Cajado (DEM-BA) e Bruno Araújo (PSDB-PE). O encontro está sendo realizado na sede da Chancelaria hondurenha. Na entrada do prédio estão dispostas duas bandeiras, uma do Brasil e outra de Honduras.

O deputado Ivan Valente (P-SOL-SP) criticou duramente a decisão dos colegas. “Eles não caíram numa armadilha. Eles foram ingênuos, porque havíamos combinados de que não entraríamos em contato com qualquer pessoa do governo Micheletti”, protestou.

O governo brasileiro não se comunica com Micheletti nem para permitir a entrada de cidadãos brasileiros na embaixada a fim de não reconhecer a legitimidade do governo golpista.

Os deputados que aceitaram o convite foram chamados, inclusive, para uma reunião com o próprio Micheletti, e só descobriram que o encontro era com a vice-ministra ao chegar à Chancelaria de Honduras.

Antes, na conversa com o presidente deposto na embaixada brasileira, Manuel Zelaya disse aos parlamentares que acredita numa solução para a crise dentro de duas ou quatro semanas. “Ele acredita que se ultrapassar esse prazo, os eleitores dele [Zelaya] não vão reconhecer as eleições marcadas para 29 de novembro”, disse o deputado Raul Jungmann.

Zelaya também, teria dito que quer voltar ao poder, mas admite fazer concessões para impedir o prolongamento da crise. O presidente deposto de Honduras está cercado por militares na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde o dia 21 de setembro. O país vive sob medida de exceção desde a noite de domingo (27).



Edição: Aécio Amado  


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