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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Agência Brasil - Brasil não deve temer provável aumento das exportações americanas, diz Unger - Direito Público

 
19 de Janeiro de 2009 - 06h18 - Última modificação em 19 de Janeiro de 2009 - 06h18


Brasil não deve temer provável aumento das exportações americanas, diz Unger

Marco Antonio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Em entrevista exclusiva à Agência Brasil para analisar os reflexos políticos e econômicos da posse de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos, o ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, afirmou que o Brasil não será necessariamente prejudicado pelo aumento das exportações americanas, que deverá ser estimulado pelo novo governo.

“Os Estados Unidos vão ter que fazer uma grande ajuste e não continuar a viver da poupança dos outros. Isso não é um problema para o Brasil , porque nossas exportações são extremamente diversificadas. Em geral, a liquidez mundial secará e nós teremos que andar com as nossas próprias pernas. Mas isso não é ruim, é bom, é a instigação para a reconstrução do Brasil. As soluções fáceis desaparecerão”, argumentou Unger.

O ministro defende que o Brasil dedique esforços à qualificação de suas pequenas e médias empresas, inclusive com possíveis parcerias com os EUA voltadas para a modernização tecnológica do setor.

“Não podemos pensar pelo viés de um neomercantilismo em que o objetivo é simplesmente exportar mais. Não é por aí. Temos que evitar imaginar que o país será mais próspero se virar uma combinação de grande fazenda, grande mina e uma montadora média. Isso não presta para o Brasil e é a aposta em trabalho barato”, afirmou Unger. “Vejo este momento histórico como um grande momento para o Brasil. Minha angústia é o Brasil ficar aquém por falta de imaginação e audácia. Tratemos de evitar esse desperdício”, acrescentou.



 


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