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sábado, 10 de janeiro de 2009

Agência Brasil - Brasil vai desligar termelétricas e importar menos gás da Bolívia - Direito Público

 
9 de Janeiro de 2009 - 15h50 - Última modificação em 9 de Janeiro de 2009 - 15h54


Brasil vai desligar termelétricas e importar menos gás da Bolívia

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

 
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Elza Fiuza/ABr
Brasília - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou que a maioria das usinas termelétricas brasileiras serão desligadas em decorrência das chuvas que abasteceram os reservatórios das hidrelétricas. Com isso, a importação de gás boliviano diminuiráBrasília - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou que a maioria das usinas termelétricas brasileiras serão desligadas em decorrência das chuvas que abasteceram os reservatórios das hidrelétricas. Com isso, a importação de gás boliviano diminuirá
Brasília - O Brasil importará menos gás da Bolívia em 2009, devido ao desligamento de praticamente todas as usinas termelétricas nacionais.

Utilizadas com o objetivo de prevenir o racionamento de energia decorrente da queda do nível de água das usinas hidrelétricas, as termelétricas, abastecidas pelo combustível boliviano, serão desativadas durante o período de chuvas, voltando a funcionar provavelmente em abril.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, apenas as usinas Angra 1 e 2, e Norte Fluminense 1 e 2 continuarão funcionando. A informação foi dada hoje (9) pelo próprio ministro, horas antes da reunião prevista para a discussão do tema com ministros do governo boliviano.

Lobão explicou que as recentes chuvas deixaram os reservatórios das hidrelétricas devidamente abastecidos e com condições de produzir energia a baixo custo, tomando dispensável o funcionamento das termelétricas.

“Essas usinas funcionavam em caráter preventivo. Para o consumidor representam benefícios porque garantem uma energia mais limpa e barata, além de proporcionar a segurança de que nem agora e nem no futuro faltará energia, evitando o risco de apagões”, disse o ministro. As usinas Norte Fluminense não serão desligadas por se tratarem de contratos especiais de baixo custo.

O contrato com a Bolívia, segundo o ministro, prevê um fornecimento diário de 31 milhões de metros cúbicos de gás. “O tratado não foi assinado diretamente com governo brasileiro, mas com a Petrobrás. Ele permite que o Brasil pague apenas pelo que for consumido, desde que o mínimo importado seja de 19 milhões de metros cúbicos por dia”, disse o ministro.

A diminuição da importação de gás boliviano resultará em uma redução de US$ 600 milhões nos valores pagos pela Petrobrás ao país andino em 2009. O Brasil, segundo Lobão, não tem a intenção de prejudicar a Bolívia, “mas também não tem interesse de pagar por algo que não necessita”.

Ainda no primeiro trimestre deste ano, representantes dos dois países devem se reunir para discutir a revisão contratual de preço do produto. Hoje, o Brasil paga US$ 8 por milhão de BTV  – unidade técnica adotada para medir a capacidade energética e definir o preço do gás.

Lobão disse não acreditar na possibilidade de o preço do gás boliviano subir, uma vez que o combustível está atrelado ao preço do petróleo, atualmente em baixa.

O ministro explicou que a decisão de paralisar as usinas termelétricas,  tomada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), não tem nenhuma relação com a crise financeira internacional. “Não houve queda da demanda em relação à atividade econômica”, garantiu o ministro.

Criado em 2004, o CMSE acompanha e avalia permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletro-energético em todo o território nacional.


 


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