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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Agência Brasil - Centrais sindicais vão ao Planalto pedir redução de impostos e da taxa de juros - Direito Tributário

 
19 de Janeiro de 2009 - 18h35 - Última modificação em 19 de Janeiro de 2009 - 18h35


Centrais sindicais vão ao Planalto pedir redução de impostos e da taxa de juros

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Ao chegar ao Palácio do Planalto para reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os dirigentes das principais centrais sindicais brasileiras afirmaram que cobrariam dele a redução da taxa básica de juros (Selic), de impostos e do superávit primário e também que o crédito chegue às micro e pequenas empresas para evitar demissões por causa da crise financeira mundial.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, a hora é do Banco Central adotar política ousada e reduzir mais a Selic, que hoje está em 13,75% ao ano. “Para vocês verem, 1% na redução da taxa de juros representa R$ 15 bilhões a mais na economia”, disse ele, reforçando que o Banco Central precisa de uma proposta muito mais ousada de queda dos juros.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, defende queda de dois pontos percentuais na taxa e juros e propõe aumentar para até dez parcelas o seguro-desemprego, retroativo a dezembro passado. “Isso para garantir alguma sobrevida para as pessoas que são demitidas”, explicou.

Segundo o sindicalista, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) tem recursos para bancar mais parcelas. Ele informou que vai sugerir ao presidente aumento de 15% no salário mínimo.

Outra proposta dos sindicalistas é criar um banco de horas nos próximos três meses sem redução do salário, ou seja, os trabalhadores ficariam devendo horas de trabalho ao empregador. Elas seriam usadas quando a economia estivesse aquecida. “Reduzir salário, reduzir renda é um tiro no pé, é contra quem quer fazer proposta para sair da crise”, afirmou Henrique.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, criticou os bancos por usarem crédito facilitado pelo governo para a compra de títulos públicos. Segundo ele, o acesso a financiamentos deve ser facilitado para as micro e pequenas empresas.

"Achamos um absurdo quando se permitiu a utilização do compulsório pelos bancos para a compra de títulos públicos, em vez de se capilarizarem os recursos para os bancos pequenos”, afirmou Patah.



 


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